Filha de uma das chefes do Comando Vermelho em Mato Grosso, Kauany Beatriz de Sá Silva, teve prisão preventiva convertida em domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica por estar gestante e ser mãe de uma criança de 12 anos de idade. A prisão da jovem repercutiu por ser filha de Angélica Saraiva de Sá, conhecida como ‘Angeliquinha’, que está foragida desde agosto de 2025 após escapar da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.
A decisão é do juiz Anderson Clayton Dias Batista, da 5ª Vara Criminal de Sinop, após audiência de custódia na tarde desta sexta-feira (6). O magistrado ainda suspendeu o passaporte da acusada e determinou que o aparelho de monitoramento eletrônico seja instalado até o dia 9 de março, com o dever de carregar a bateria todos os dias por 3 horas consecutivas.
O juiz ressaltou que a monitorada deve “zelar pela conservação do aparelho não podendo queimar, quebrar, abrir, forçar ou inutilizar a tornozeleira ou qualquer um dos equipamentos que a acompanham”.
Além de Kauany, também foi solta Jaqueline dos Santos Inocencio, presa durante a operação. Ela também será monitorada por tornozeleira durante a prisão domiciliar por ter filhos menores de 12 anos que necessitam de seus cuidados.
Já os alvos Guilherme Henrique Laureth da Silva, marido de Kauany e o avô da jovem, Paulo Felizardo de Sá, também presos na operação, tiveram a prisão preventiva mantida.

A família foi presa durante a Operação Showdown, deflagrada nesta quinta-feira (5), suspeitos de movimentar cerca de R$ 20 milhões com o tráfico de drogas em um ano e 7 meses. O grupo é apontado como responsável por um esquema de lavagem de dinheiro, divulgação de jogos de azar e outros crimes na região norte do Estado.
Segundo a Polícia Civil, eram utilizados diversos mecanismos para lavagem de dinheiro, como empresas de fachada dos seguintes ramos: calçados, beleza e roupas multimarcas, além do uso de plataformas digitais de jogos de azar on-line, que, posteriormente, eram apresentados como ganhos legítimos.
Em suas redes sociais, Kauany e o marido ostentavam estilo de vida luxuoso e compartilhavam diversas viagens internacionais.

A mãe de Kauanym Angélica Saraiva foi condenada, em 2025, a quase 100 anos de prisão por assassinato, ocultação de cadáver e por integrar organização criminosa. Ela é apontada como uma das líderes do Comando Vermelho em Mato Grosso.
“Angeliquinha”, como é conhecida, cumpria pena na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, de onde fugiu acompanhada de outra presidiária, na madrugada do dia 17 de agosto do ano passado. Desde então, ela segue foragida e é considerada de alta periculosidade.

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