Uma briga generalizada entre vizinhos terminou em morte na madrugada deste domingo (29), no bairro Jardim Márcia, em Dourados. A vítima foi identificada como Fabiano Lima da Rocha, de 38 anos, que morreu após ser atingido por golpes de faca durante o confronto.
De acordo com informações apuradas com o delegado do Setor de Investigações Gerais (SIG), Lucas Veppo, a briga teve início após um desentendimento entre vizinhos durante uma confraternização familiar na noite de sábado (28).
Segundo as investigações, Fabiano estava armado e se envolveu em uma discussão com um casal que realizava uma festa com familiares. Em meio ao conflito, ele teria efetuado disparos para o alto, o que provocou reação dos presentes.
Cerca de 15 pessoas teriam se envolvido na briga. Durante a tentativa de conter o homem, houve luta corporal e, em meio ao tumulto, um dos disparos atingiu um dos parentes do grupo. Na sequência, Fabiano foi atacado com golpes de faca por pessoas que estavam no local.
A Polícia Militar foi acionada inicialmente para atender uma ocorrência de vias de fato, mas ao chegar encontrou o homem caído, com múltiplas perfurações, já sem vida. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou o óbito no local.
Ainda conforme o registro policial, a briga se estendeu para a rua, onde testemunhas relataram ter ouvido entre dois e três disparos de arma de fogo. A perícia encontrou vestígios de sangue, além de facas utilizadas no crime.
Durante a ocorrência, outras pessoas também ficaram feridas. Um homem atingido por disparo na mão procurou atendimento por meios próprios na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Já outro envolvido foi socorrido pelo Samu e encaminhado ao Hospital da Vida com ferimento por arma branca.
A arma de fogo utilizada por Fabiano não foi localizada até o momento. Há suspeita de que uma mulher tenha retirado o objeto do local após os disparos.
A Polícia Civil investiga se a vítima possuía porte legal da arma e apura a dinâmica completa dos fatos. Testemunhas já foram ouvidas, e imagens de câmeras de segurança foram recolhidas para auxiliar na investigação.
Segundo o delegado, a ocorrência pode ser enquadrada como legítima defesa, hipótese que ainda será analisada com base nos depoimentos e nos laudos periciais, que ainda não foram concluídos.