Um homem identificado pelas iniciais N. A. S. foi preso em flagrante na manhã deste domingo (19), por volta das 7h, após uma ocorrência de violência doméstica na Rua A, no bairro Daury Riva, em Nobres.
Segundo informações a Polícia Militar foi acionada pela vítima, que relatou estar sendo vítima de violência doméstica, dizendo ainda que o suspeito estaria armado e efetuando disparos dentro da residência.
Quando os policiais chegaram ao endereço, o homem teria se trancado dentro do imóvel. O suspeito foi localizado nos fundos da residência e, segundo o registro policial, teria resistido à prisão e avançado contra os policiais com socos e chutes.
A arma de fogo não foi encontrada durante a abordagem. No entanto, conforme informações apuradas pela reportagem, a vítima apresentou aos policiais fotografias de uma arma que teriam sido retiradas do celular do suspeito.
Ainda de acordo com a vítima, a residência estava revirada e apresentava danos em diversos móveis e eletrodomésticos, incluindo uma televisão, um armário e um ventilador.
Durante a ocorrência, o suspeito também teria incitado um cachorro a avançar contra os policiais. Uma policial militar teve a farda danificada durante a ação.
Mesmo após ser imobilizado, o homem teria continuado a resistir à colocação das algemas e feito ameaças de morte contra a equipe policial.
Prisão em flagrante
O homem foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil e autuado, em tese, pelos crimes de lesão corporal no contexto de violência doméstica, ameaça, injúria e posse irregular de arma de fogo.
Durante a audiência de custódia, o Ministério Público pediu a conversão da prisão em preventiva. A defesa, por outro lado, solicitou a liberdade provisória.
A Justiça homologou a prisão em flagrante, mas concedeu ao investigado liberdade provisória sem fiança, mediante o cumprimento de medidas cautelares.
Entre as determinações estão a proibição de frequentar bares e boates, recolhimento noturno, proibição de se ausentar da comarca por mais de sete dias sem autorização judicial, cumprimento de medidas protetivas de urgência e monitoramento eletrônico pelo prazo de seis meses.
O investigado deverá cumprir as medidas impostas pela Justiça. Em caso de descumprimento, a prisão preventiva poderá ser decretada.