Dois homens presos suspeitos de aplicar o golpe do falso bilhete premiado a uma idosa de Campo Grande passarão por audiência de custódia na manhã desta quinta-feira (18). A vítima perdeu US$ 5 mil em espécie e mais de R$ 11 mil em saques bancários antes de conseguir pedir ajuda.
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Dupla que sequestrou idosa em Campo Grande já agia em Santa Catarina e Rio Grande do Sul
Conforme o depoimento de um dos suspeitos, a escolha da vítima foi aleatória, próximo a um laboratório médico no centro de Campo Grande. A idosa acompanhava uma parente que realizava um exame quando foi abordada por um dos homens, que perguntou onde ficava uma loja de máquinas de costura e disse ter ganhado uma rifa.
Em seguida, um segundo homem se aproximou e afirmou trabalhar na região. O primeiro apresentou o suposto bilhete premiado, e o segundo disse ser um bilhete de loteria. Para convencer a vítima, um dos suspeitos ligou para um suposto 0800 da Caixa Econômica Federal em viva-voz, com uma atendente confirmando que o prêmio seria de R$ 9 milhões.
O suspeito então afirmou que sua religião não permitia receber aquele valor e disse que poderia vender o bilhete. O segundo homem se ofereceu para comprá-lo, e os dois passaram a envolver a vítima na negociação.
Querendo mais dinheiro, os acusados foram até a agência bancária da vítima, localizada no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). Um dos suspeitos foi ao volante. Ao chegarem, os homens ficaram no carro enquanto a idosa entrou. Em um momento de lucidez, ela foi diretamente ao gerente da agência e contou estar sendo vítima de um golpe.
A vítima contou à polícia que, durante a abordagem em frente à clínica, um dos suspeitos lhe ofereceu água. Ela acredita ter sido drogada e perdido os sentidos durante parte do tempo em que estava com os golpistas.
“A Polícia Civil, através do GARRAS, tomou conhecimento da ocorrência em andamento. Os policiais integraram rapidamente esse circo para ajudar, para auxiliar a caça e a captura desses criminosos, e quando tem sim essa ação integrada, que é uma uma ação já instituída aqui no estado do Mato Grosso do Sul das forças e segurança, o resultado vem mais rápido e e acabamos logrando êxito aí na prisão por parte dos policiais que estavam na diligência e esse auto de prisão em flagrante”.
Roberto Guimarães, delegado do GARRAS
Atuação em outros estados
Com extensa ficha criminal, a dupla já havia extorquido vítimas usando a mesma tática em estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina, estado de origem dos suspeitos e de onde vieram para a capital, segundo a Polícia Militar.
Segundo a Polícia Militar, Maicon José Kolberg, de 35 anos, é alvo de mandado de prisão e acumula antecedentes por estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Já o comparsa, de 66 anos, Elton Rodrigues Lima, possui passagens por estelionato e falsificação de documentos.