A poucos dias de sediar a COP15, evento internacional sobre espécies migratórias, Campo Grande se prepara para receber pesquisadores e representantes de diversos países. No entanto, será que os visitantes irão encontrar uma cidade preparada? Confira:
O Aeroporto Internacional de Campo Grande será a porta de entrada para o evento, que deverá receber cerca de 100 delegações de países que integram a programação. Após a chegada, o percurso inclui uma das principais vias da cidade, a avenida Duque de Caxias.
Na via, o desafio dos motoristas tem sido desviar dos buracos que se espalham pela avenida, que em um dos trechos possui mais de cinco buracos próximos uns dos outros. Alguns são menores, outros nem é possível identificar o tamanho, pois a água da chuva serve como camuflagem.
Já o quesito mobilidade recebeu atenção especial recentemente pela capital, com a instalação de 60 placas com informações em inglês, com objetivo de auxiliar as delegações no deslocamento pela cidade. Para Mariana Massud, diretora-executiva da Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), a ação pretende melhor a comunicação entre as diferente nacionalidades presentes no evento.
“É para a gente ter uma melhor comunicação, afinal, a gente está recebendo pessoas de diferentes nacionalidades. Então, elas ficam em pontos estratégicos que levam até esses locais em que vão acontecer a maioria dos eventos.
São espaços que também vão ser utilizados e que precisam também ter essa linguagem mais acessível para essas delegações, que muitas não falam português e precisam entender aonde estão indo”.Mariana Massud, diretora-executiva da Planurb

O Bioparque fica nos altos da Avenida Afonso Pena, avenida principal de Campo Grande, e é praticamente destino obrigatório de turistas que visitam a cidade. No entanto, o que se vê é mato alto e estacionamento precário, em terra e com partes da calçada rachada, sendo mais provas de que a cidade precisa de manutenção.
A segurança pública também é um ponto essencial para o sucesso do evento, e ao todo, 100 policiais militares irão reforçar o policiamento durante a COP15. Os grupos serão distribuídos em diversos pontos da cidade, e deve ser adaptado conforme a movimentação dos visitantes.
“A população terá o seu policiamento normalmente ordinário, que nem nós falamos, e esse pessoal foi cooptado dos setores administrativos, remanejados de uma sessão de administrativo para poder trabalhar exclusivamente com isso.
As guarnições de polícia militar terão pelo menos um policial que tenha noção de um segundo idioma, para que se caso necessário precisar, ele estará pronto ali para poder ajudar aquele turista que é de outro país”.Welligton Klimpel, tenente-coronel da Polícia Militar
Os policiais militares passaram por um treinamento específico, com foco no atendimento a turistas e a comunicação em outros idiomas, com foco na língua inglesa.
“A gente focou basicamente no inglês, que é a língua mais universal, apesar de ter outros policiais que falam outros idiomas, e com maneiras de lidar com as situações que envolvam a polícia militar, mas com a linguagem específica pra cada tipo de situação. Seja uma situação de orientação, pro turista, que estiver aqui no cpo ou também uma situação, às vezes, mais grave, que ele foi vítima de algum crime, de roubo, furto, alguma situação nesse sentido, pra gente usar a linguagem correta para orientar”.
Guilherme Augusto Fernandes Oliveira, sargento da Polícia Militar