Com o fim da janela partidária, a bancada de Mato Grosso na Câmara dos Deputados passou por reconfiguração após a troca de siglas por quatro dos oito parlamentares federais do Estado. As mudanças foram motivadas por alinhamentos ideológicos e pela busca por chapas mais competitivas para as eleições de 2026.
Entre março e abril, Coronel Assis, Juarez Costa, Emanuelzinho Pinheiro e Nelson Barbudo oficializaram filiação a novos partidos.
Com as mudanças, o Partido Liberal (PL) passou a contar com quatro deputados da bancada mato-grossense. O União Brasil ficou com apenas um representante. Já Partido Social Democrático (PSD), Republicanos e Podemos conquistaram um deputado cada.
O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) foi o mais impactado negativamente, ao perder seus dois representantes na Câmara. Juarez Costa deixou a sigla para ingressar no Republicanos, enquanto Emanuelzinho Pinheiro se filiou ao PSD.
Juarez Costa buscou uma legenda alinhada à direita e com maior potencial competitivo para a disputa eleitoral. Ele se juntou ao Republicanos, partido do governador Otaviano Pivetta, que deve reunir nomes relevantes na próxima eleição.
Já Emanuelzinho Pinheiro, vice-líder do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Câmara, optou por manter alinhamento com o grupo político do chefe do Executivo federal, ao mesmo tempo em que busca melhores condições para a reeleição.
O deputado Coronel Assis, eleito pelo União Brasil em 2022, migrou para o PL. Com perfil alinhado ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro, a filiação ocorreu em evento com a presença do senador Flávio Bolsonaro.
Já Nelson Barbudo deixou o PL e se filiou ao Podemos. A movimentação ocorreu nos últimos dias da janela partidária e chamou atenção após mudança de decisão. Inicialmente, havia anúncio de filiação ao União Brasil, ao lado do ex-governador Mauro Mendes, mas o parlamentar acabou optando por outra sigla.
A decisão também influenciou a permanência do deputado Fábio Garcia e de sua suplente Gisela Simona no União Brasil, após articulações envolvendo possíveis trocas entre partidos.
As mudanças refletem a movimentação estratégica dos parlamentares diante do cenário eleitoral que se desenha para 2026.