O vice-prefeito de Várzea Grande, Tião da Zaeli (PL), respondeu às críticas feitas pelo senador Jayme Campos (União), que acusou a gestão municipal de ter se transformado em um “balcão de negócios”.
Tião classificou a postura do senador como “deselegante” e sugeriu que ele estaria em uma espécie de “abstinência” após a derrota do ex-prefeito Kalil Baracat (MDB).
“Vindo do senador [esse tipo de fala] é normal. Ele está em abstinência, perdeu a Prefeitura de Cuiabá e Várzea Grande. É uma fala muito deselegante e não há coerente”, afirmou o vice-prefeito.
Ele negou qualquer tipo de pressão por cargos na administração e destacou que a família Campos esteve no comando do município por cinco décadas, sem promover grandes mudanças.
“É muito cômodo participar e jogar pedra. Precisamos entender que a eleição passou e ele como um politico importante, um senador, ‘pula para dentro’ e ajuda a Flávia, porque as mazelas de Várzea Grande têm a sua digital”, declarou.
O vice-prefeito ainda criticou a atitude da família Campos em se posicionar contra a atual gestão, apesar do longo período em que esteve à frente da prefeitura.
“Uma família que governou o município por mais de 50 anos e agora com 90 dias vem jogar pedra, é muito falta de coerência. Eles estavam nessa última gestão há 10 anos, não teve transição, porque quem continuou mandando sempre foi o senador, ou seja, era senador e prefeito ao mesmo tempo”, completou.
Sem verbas
Por fim, Tião afirmou que, durante sua gestão como prefeito, jamais recebeu recursos oriundos de emendas do senador Jayme, mas acredita que ainda há tempo para isso acontecer.
“Quando fui prefeito, nunca recebi um recurso do senador, mas falo por mim. Vejo que ainda dá tempo, ele tem mais dois anos de mandato, ainda dá tempo de ele mandar dinheiro aqui e ajudar, o que ainda não aconteceu”.