Júlio Campos reafirma o seu compromisso de apoiar a luta contra a violência e o feminicídio em Mato Grosso. Nesta sexta-feira (10), o deputado participou da inauguração do Projeto Florescer, do Instituto Virando Páginas, para o apoio às mulheres vítimas de violência doméstica em Santo Antônio do Leverger, a 33 quilômetros da capital mato-grossense.
O projeto Florescer será executado pela Secretaria de Assistência Social do município. A ação passa a ser, a partir desta sexta-feira, um novo ponto de acolhimento às vítimas e suas famílias em situação de vulnerabilidade na cidade.
O deputado Júlio Campos é autor de sete projetos de lei para combater o feminicídio e a violência de gênero no estado. O parlamentar legislou em prol da prioridade e gratuidade na emissão de documentos para vítimas de violência doméstica e da lei que institui diretrizes para a Política Estadual de Capacitação Humanizada e Prevenção da Revitimização no Atendimento às Vítimas de Violência Sexual. Além disso, propôs a Política Estadual de Proteção às Mulheres em Território de Mineração e a implantação do dispositivo de segurança “botão de pânico” em banheiros femininos de espaços públicos. Outra proposta de destaque é o projeto de lei que institui o Selo “Florir” no âmbito de Mato Grosso, destinado a reconhecer empresas públicas e privadas que contratarem mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, ajudando-as a recomeçar a vida.
Durante sua fala no evento, o parlamentar relembrou os números trágicos relacionados à violência contra a mulher no estado. Mato Grosso é considerado um dos lugares mais violentos do país para as mulheres, liderando o ranking nacional de taxas proporcionais de feminicídio nos últimos anos, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
“Este mês já foram registrados 25 feminicídios no estado, sendo sete apenas no início de julho. Eu fico muito triste quando vejo essas estatísticas. Hoje, o Brasil precisa mudar suas leis, punir com mais rigor o feminicídio e proteger suas mulheres. É nosso dever moral”, afirmou o deputado Júlio Campos.
O país registra uma taxa alarmante de uma mulher morta a cada 5 horas e 25 minutos, o que representa aproximadamente quatro vítimas por dia. Os dados de Mato Grosso consolidados são do Observatório Caliandra, plataforma oficial mantida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).
A partir dessa semana uma assistente social ficará em apoio para receber as mulheres vítimas da violência. O Projeto Florescer é uma iniciativa criada para levar acolhimento, orientação e fortalecimento às mulheres dos pequenos municípios, especialmente aquelas que muitas vezes não encontram um espaço seguro de escuta, informação e apoio.
“Sabemos que muitas mulheres vivem situações de silêncio, insegurança emocional, dependência e falta de orientação, sem saber onde buscar ajuda ou apoio. Em cidades menores, essa realidade se torna ainda mais delicada pela ausência de estruturas especializadas e pela dificuldade de acesso à informação. O Projeto Florescer nasce com um olhar humano, preventivo e acolhedor. A proposta é a implantação de pequenas salas de acolhimento nos municípios, oferecendo um ambiente reservado, sensível e acessível, onde mulheres possam ser ouvidas, orientadas e fortalecidas através de informação, escuta qualificada e encaminhamentos quando necessários”, explica Iracilda Botelho, do Instituto Florescer.
Mais do que um espaço físico, o projeto representa uma mão estendida. Um lugar de cuidado, dignidade e esperança. “Quando a informação chega, a esperança nasce. E quando uma mulher encontra apoio, ela descobre que não está sozinha.”, explica Iracilda Botelho.
Fonte: Secom ALMT