A proposta, que aponta falhas graves no abastecimento da cidade, mencionada pelo presidente do Tribunal de Contas, Sérgio Ricardo, sugerir uma possível intervenção no Departamento de Água e Esgoto (DAE) foi comentada pelo deputado e ex-prefeito Júlio Campos, que fez duras críticas à gestão municipal e ao modelo adotado ao longo dos anos.
Segundo Campos, a situação chegou a um nível insustentável, afetando diretamente a população.
“Foi com surpresa que, como ex-prefeito e filho de Várzea Grande, recebi essa notícia de uma possível intervenção no DAE para minorar o sofrimento da população com a falta de abastecimento de água”, afirmou.
O parlamentar responsabilizou a estrutura administrativa do município por não ter acompanhado as transformações ocorridas em outros lugares do Estado.
“Alguns municípios modernizaram, fizeram terceirização ou privatização. Várzea Grande continuou na moda antiga, tocando por conta própria”, criticou.
Para ele, o problema central é financeiro e estrutural: o DAE, segundo o deputado, já não possui condições técnicas nem econômicas de suprir a demanda.
“O DAE de Várzea Grande não tem recurso suficiente. Eu defendo que é preciso terceirizar o abastecimento, seja por parceria público-privada ou privatização total”, apontou.
Júlio Campos também avaliou que a sugestão do Tribunal de Contas dificilmente será acatada pelo Governo do Estado, pois a responsabilidade deve continuar com o município.
“Acredito que o governador jamais vai acatar essa sugestão. Seria mais um problema para ele. Esse problema está na Várzea Grande e é responsabilidade da prefeita Flávia resolver”, concluiu.
Para o deputado, a falta de modernização, a incapacidade de investimento e a ausência de soluções efetivas colocaram Várzea Grande em um cenário crítico, em que a população continua enfrentando torneiras secas e longos períodos sem abastecimento problema que, segundo ele, só será resolvido com mudança de gestão e de modelo operacional.