O DJ Patrike Noro de Castro foi condenado nessa quinta-feira (18) a 5 anos e 10 meses de prisão por traficar anabolizantes de Cuiabá para o Rio de Janeiro. O envio dos materiais ocorreu em 2015 por meio dos Correios.
De acordo com o processo, uma encomenda contendo cinco frascos de metandrostenolona, dez frascos de estanozolol e cinco frascos de testosterona foi enviada por Patrike para um morador do bairro de Copacabana, na capital carioca. No entanto, o material foi interceptado pela Polícia Federal após passar por inspeção de raio-X nos Correios.
O Primeira Página tenta localizar a defesa de Patrike Noro.
Na decisão, a juíza da 13ª Vara Criminal de Cuiabá, Renata do Carmo Evaristo Parreira, destacou que ficou comprovada na investigação que Patrike foi a pessoa responsável por enviar os anabolizantes.
A juíza também considerou o depoimento do destinatário da encomenda, Reinaldo Carvalho Santana, que confirmou ter solicitado diretamente a Patrike o envio dos anabolizantes para o Rio de Janeiro.
“[…] a prova produzida evidencia estrutura minimamente organizada para a prática delitiva, consistente na remessa interestadual de substâncias anabolizantes mediante utilização de nome falso […] e endereço genérico na embalagem externa, expediente voltado a dificultar sua identificação pelas autoridades”, considerou a magistrada na decisão.
A sentença cita a utilização de identidade falsa, a variedade das substâncias apreendidas, a existência de diálogos relacionados à venda de anabolizantes e drogas sintéticas e a relação comercial mantida entre os envolvidos como indícios de dedicação à atividade criminosa.
Ao definir a pena, a magistrada negou a aplicação do chamado tráfico privilegiado, benefício que poderia reduzir a condenação. Para ela, as provas demonstraram que o réu não atuava de forma ocasional.
“Ainda, o próprio acusado admitiu em juízo que realizava envios de mercadorias negociadas pelo corréu e mantinha relação comercial contínua com ele, circunstâncias que reforçam a conclusão de que a prática criminosa não ocorreu de forma isolada”.
Apesar da condenação, Patrike poderá recorrer em liberdade. Conforme determinado na sentença, todo o material apreendido será incinerado.
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