Caçadini queria ficar preso em Belo Horizonte para ficar mais perto da família, mas juiz manteve decisão
A Justiça de Mato Grosso decidiu manter o coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas no Batalhão da Polícia do Exército, em Brasília. Acusado de financiar o assassinato do advogado Roberto Zampieri, o militar havia pedido para cumprir a prisão em Belo Horizonte, onde vivem familiares.
A solicitação foi negada nesta quinta-feira (13) pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá. Embora tenha reconhecido que existem vagas em unidades prisionais de Minas Gerais e que a transferência aproximaria Caçadini da família, o magistrado entendeu que Brasília oferece melhores condições para o andamento do processo.
Na decisão, o juiz considerou a estrutura da capital federal, principalmente para deslocamentos até Cuiabá. O fato de Brasília contar com ampla malha aérea foi apontado como um facilitador para a realização do Tribunal do Júri, marcado para 29 de setembro.
A estrutura médica disponível na unidade militar também pesou na decisão. Segundo o magistrado, o local possui condições para atender às necessidades de saúde do coronel, além de oferecer segurança adequada. A permanência em Brasília segue ainda determinação anterior do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Caçadini, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Antônio Gomes da Silva já haviam começado a ser julgados em julho, mas o júri precisou ser interrompido depois que um dos jurados passou mal. O novo julgamento está previsto para setembro. Ao todo, nove pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público pela morte de Zampieri, ocorrida em dezembro de 2023, em Cuiabá.