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Material genético ligou investigador a estupro de detenta, afirma delegada

A delegada Layssa Crisóstomo afirmou que a prisão preventiva do investigador Manoel Batista da Silva foi fundamentada em provas periciais conclusivas, especialmente no exame de corpo de delito, que identificou material genético do policial na vítima. O policial foi preso preventivamente nesse domingo (1º), suspeito de ter estuprado uma detenta dentro da delegacia de Sorriso, no norte de Mato Grosso.

Ele passou por audiência de custódia também na tarde de ontem, e teve a prisão mantida.

Segundo a delegada, a denúncia chegou à Polícia Civil há cerca de 50 dias, relatando que uma mulher custodiada teria sofrido violência sexual praticada por um policial civil dentro da unidade.

Manoel foi preso preventivamente nesse domingo (1º). – Foto: reprodução.

Ela ressaltou que denúncias dessa natureza são recorrentes e sempre apuradas, mas que, na maioria das vezes, não se confirmam. Neste caso específico, porém, as investigações levaram à constatação de que o crime realmente ocorreu.

“Essa denúncia, como todas as outras, foi devidamente analisada. Iniciamos as investigações e cheguei à conclusão de que, de fato, o crime ocorreu no interior da nossa unidade. Essa vítima foi abusada sexualmente, infelizmente, por um policial civil”, declarou.

Prova pericial e confronto de DNA

De acordo com Layssa, a investigação incluiu a oitiva da vítima, que detalhou os fatos, além do depoimento de outras detentas que estavam na cela no dia do ocorrido. Paralelamente, foi realizado exame pericial, com coleta de material genético da vítima.

O material foi confrontado com o DNA de todos os servidores que estavam de plantão na delegacia no dia apontado pela denúncia. O resultado, segundo a delegada, foi determinante.

“O exame identificou DNA masculino, e o investigador foi apontado como contribuinte daquele material genético coletado da vítima. Infelizmente, o resultado dele restou positivo”, afirmou.

Leia também – Veja quem é o investigador preso suspeito de estuprar detenta dentro de delegacia em Sorriso

O laudo pericial foi concluído na sexta-feira (30), já no fim do dia. Diante disso, a delegada representou imediatamente pela prisão preventiva e por mandado de busca e apreensão, pedidos que foram deferidos pela Justiça.

Prisão e apreensões

O mandado foi cumprido no domingo (1º). Equipes da Polícia Civil foram até a residência do investigador, no bairro Jardim Aurora, onde efetuaram a prisão. No local, foram apreendidos todos os pertences funcionais, como arma de fogo, munições, colete balístico e outros equipamentos da corporação. O investigado permanece preso preventivamente e deve passar por audiência de custódia.

Manoel Batista da Silva tem 52 anos, atua na Polícia Judiciária Civil desde 2001 e recebe remuneração mensal em torno de R$ 22 mil.

Instituição afirma não ser conivente

Em suas declarações, a delegada fez questão de reforçar que a Polícia Civil de Mato Grosso não é conivente com desvios de conduta cometidos por seus servidores.

“Não é porque se trata de um policial que vamos fingir que nada aconteceu. Investigamos, apuramos, concluímos e estamos dando a nossa resposta”, disse.

Segundo ela, o caso é considerado grave e causa impacto negativo à imagem da instituição, mas a exposição do fato demonstra compromisso com a legalidade. “Qualquer conduta ilegal praticada dentro da delegacia será apurada. Ninguém vai passar pano. Constatados os fatos, vamos cortar o mal pela raiz”, afirmou.

A Corregedoria Geral da Polícia Civil acompanha o caso e aguarda o recebimento dos autos do inquérito para adoção das medidas administrativas cabíveis. As investigações seguem em andamento, inclusive para apurar possíveis novos episódios denunciados após a prisão do investigador.

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