Após 15 dias foragido, foi recapturado o subtenente do Corpo de Bombeiros, Elianderson Duarte, preso por matar a esposa, a enfermeira Liliane de Souza Bonfim Duarte, em março passado na cidade de Ponta Porã. De acordo com a Polícia Civil, a nova prisão ocorreu em Campo Grande, na noite desta sexta-feira (26), fruto de denúncia anônima.
Ainda segundo a polícia, o militar estava na casa do irmão que, por sua vez, disse desconhecer a situação de foragido do familiar. Agora, o feminicida deve ser reconduzido ao Presídio Militar Estadual.
A fuga
O subtenente fugiu da Penitenciária Estadual de Segurança Máxima de Campo Grande na noite do fia 12 de junho. Para isso, utilizou uma corda improvisada com lençóis, conhecida como “teresa”.

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Conforme o boletim de ocorrência, Elianderson teria se aproveitado de um momento sozinho durante a chuva, por volta das 19h30, quando escalou o telhado utilizando uma corda improvisada feita com tiras de lençóis, e conseguiu fugir.
O alarme da penitenciária foi acionado, mas a fuga só foi descoberta pelos agentes após uma fiscalização na unidade. À época, em nota, a Corregedoria da Polícia Militar informou que reforçou a segurança no local, e acionou outras forças de segurança.
“Assim que a direção do Presídio Militar Estadual tomou conhecimento da situação, imediatamente já reforçou a segurança local, adotando as medidas de praxe, tais como acionamento das outras forças de segurança, em especial a perícia e a Polícia Civil, bem como adotou as demais medidas administrativas necessárias. Da mesma forma, nossas equipes seguem em diligências, visando também a localização do indivíduo. A Corregedoria-Geral já está acompanhando a situação e instaurou as medidas formais cabíveis, da mesma forma”.
Feminicídio
O militar foi preso em flagrante após atacar a esposa e os filhos a marteladas em Ponta Porã. Antes de ser golpeada pelo agressor, a enfermeira pediu para que os filhos, de 17, 13 e 11 anos, corressem para a rua para pedir por socorro.

Testemunhas atenderam ao pedido de ajuda e entraram na casa. Chegaram no exato momento em que o militar a golpeava. Segundo os relatos, “já havia sangue por toda a parte”.
Conforme a polícia, os filhos são diagnosticados com autismo e dois deles também chegaram a ser atacados pelo pai com o martelo e sofreram ferimentos na cabeça.
Segundo a Polícia Civil, o casal tinha histórico de brigas e, no início do ano, a polícia recebeu a primeira denúncia de violência doméstica contra o subtenente. Na época, no entanto, a vítima optou por não solicitar medida protetiva contra ele.
No dia do crime, o casal teve mais uma discussão. Dessa vez, no entanto, os vizinhos relataram que a briga parecia mais grave que o normal. Em determinado momento, os filhos saíram da casa pedindo socorro.