O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) quer que a Justiça reavalie a liberdade de Larissa Karolina Silva Moreira, acusada de maus-tratos contra animais em Cuiabá. Segundo o órgão, a acusada, que responde em liberdade desde o fim de julho, estaria descumprindo determinações judiciais e se envolvendo em novas condutas ilícitas.
O promotor Joelson de Campos Maciel cita relatos de que Larissa teria ordenado ameaças contra o ex-namorado, familiares dele e protetores da causa animal que participaram das denúncias. Essas intimidações, segundo o MP, poderiam caracterizar tentativa de obstrução da Justiça.
Além das ameaças, Larissa não teria informado à Justiça eventual mudança de endereço, como exigido. O Ministério Público pediu a realização de uma audiência de justificação, na qual ela poderá se manifestar, e requereu a análise do relatório de monitoramento da tornozeleira eletrônica que utiliza.
Prisão e acusações
Larissa foi presa em junho deste ano, acusada de adotar gatos e, posteriormente, matá-los. Na época, a Polícia Civil encontrou vestígios de sangue e fezes de animais na casa dela, além de três gatos mortos em um terreno próximo.
De acordo com as investigações, pelo menos quatro animais teriam sido entregues a ela pelo ex-namorado desde o início de 2024. Em depoimento, ele afirmou que todos morreram e que Larissa justificava as mortes dizendo que os bichos a haviam arranhado.
Mesmo em liberdade, Larissa publicou mensagens nas redes sociais atacando protetores de animais. Em uma delas, escreveu: “Vocês vão me pagar bem caro. Me aguardem, protetores do inferno”.