Na manhã desta terça-feira (5), a Polícia Civil cumpre dois mandados de prisão preventiva durante a Operação Roleta Russa, deflagrada contra integrantes de uma facção criminosa envolvidos em tráfico de drogas, extorsão e demais crimes em Cuiabá.
Segundo a polícia, o alvo principal é um chefe de facção que, apesar de cumprir pena na Penitenciária Central do Estado (PCE), controlava atividades criminosas e tentava dominar bairros cuiabanos com Planalto e Altos da Serra.
Ao todo, 12 ordens judiciais, incluindo três mandados de busca e apreensão, além do sequestro de veícul e bloqueio de valores de até R$ 10 milhões de contas bancárias de investigados pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).
Ainda conforme a Polícia Civil, o principal alvo que cumpre pena em Cuiabá seria transferido para o regime semiaberto na sexta-feira (1º). Por isso, um novo mandado de prisão foi expedido contra ele, para impedir a saída do sistema prisional e mantê-lo sob custódia.
Um segundo alvo das investigações é primo do principal suspeito, que está em liberdade e é apontado como braço direito no cometimento dos crimes e tentativa de domínios de territórios.

Domínio de territórios
De acordo com o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o principal alvo realizava ordens de dentro da PCE, com objetivo de liderar o tráfico de drogas, extorsões e outras atividades criminosas, em benefício próprio e da facção.
Ele também atuava na negociação do tráfico de drogas com emissários da Bolívia e no controle dos lucros obtidos com as vendas em Cuiabá. O primo executava esses comandos de fora da cadeia.

Lavagem de dinheiro
Juntos, os alvos teriam movimentado mais de R$ 20 milhões em três anos, em favor da facção e dos familiares do líder – também responsável por comandar a lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio adquirido com os crimes, com auxílio da esposa e do primo.
A esposa do suspeito, apesar de não ter profissão ou renda fixa, mantinha vida confortável, com casa própria e bens de alto valor, além de um carro de luxo que foi sequestrado judicialmente durante a operação.
Dentre as contas bancárias bloqueadas, segundo a polícia, está a de uma advogada que já foi alvo da Operação Apito Final, também deflagrada pela GCCO.
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