A Polícia Federal afirmou que há indícios de que pessoas investigadas por venda de sentenças judiciais usavam imóveis para lavar o dinheiro que recebiam de clientes. A suspeita levou o Supremo Tribunal Federal (STF) a autorizar o bloqueio de R$ 1,8 milhão.
A PF deflagrou nesta sexta-feira (20.12) uma nova fase da Operação Sisamnes, cujos alvos são os desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, João Ferreira Filho e Sebastião de Moraes Filho, o lobista Andreson de Gonçalves além de advogados e uma assessora jurídica, que foi alvo da segunda da etapa da operação.
A polícia diz que as investigações apontam para “sucessivas operações imobiliárias suspeitas” em nome das pessoas investigadas. O objetivo seria “dissimular” a origem de dinheiro que os investigadores suspeitam ser da venda de sentenças.
Indícios do suposto esquema foram descobertos na investigação do assassinato do advogado Roberto Zampieri, morto em dezembro do ano passado. A análise de informações no celular dele levaram a PF aos desembargadores, que estão afastados dos cargos desde agosto.
Na operação de hoje, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa de uma assessora do desembargador João Ferreira Filho, o bloqueio de imóveis, apreensão de passaportes, além do bloqueio de R$ 1,8 milhão.