A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava a morte da advogada Viviane Fidélis, encontrada morta em setembro de 2025, em Cuiabá, e encaminhou o caso ao Ministério Público com o entendimento de que houve autoeliminação da vítima. A conclusão, porém, é contestada pela família, que afirma que os laudos periciais são inconclusivos.
Segundo a Polícia Civil, a investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e contou com oitivas de testemunhas, perícias no local, levantamentos complementares, análise do aparelho celular da vítima e outros procedimentos investigativos.
Em nota, a corporação informou que, durante a apuração, não foram encontrados elementos que comprovassem a participação de terceiros na morte da advogada. Com a conclusão dos trabalhos, os autos foram encaminhados ao Ministério Público no dia 4 de maio, órgão responsável pela análise final do caso e eventual manifestação sobre o arquivamento do procedimento.
A conclusão da polícia, no entanto, não encerra a controvérsia em torno do caso. A mãe de Viviane, a advogada Sheyla Regina Barros de Souza, afirma que os laudos produzidos ao longo da investigação não apontam de forma conclusiva nem para suicídio nem para homicídio.
“Todo o inquérito eu não posso te passar, mas posso passar os laudos. Todos são inconclusivos. Não afirmam ser suicídio e nem homicídio”, declarou.
Desde a morte da filha, Sheyla tem questionado a condução da investigação e apontado possíveis inconsistências na apuração. Em manifestações anteriores, ela citou dúvidas sobre a preservação do local, coleta de vestígios e outros procedimentos periciais.

O caso ganhou repercussão após familiares promoverem mobilizações públicas pedindo esclarecimentos sobre a morte da advogada. Em etapas anteriores da investigação, o Ministério Público chegou a solicitar diligências complementares e novos exames periciais.
Agora, caberá ao Ministério Público analisar o inquérito concluído pela Polícia Civil e decidir quais serão os próximos passos do procedimento.
Entenda o caso
A morte da advogada Viviane Fidélis, de 30 anos, ocorreu em setembro de 2025 e desde então é alvo de questionamentos por parte da família. O corpo dela foi encontrado dentro do apartamento onde morava, em Cuiabá, e o caso passou a ser investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Ao longo da investigação, a mãe da advogada, Sheyla Regina Barros de Souza, levantou dúvidas sobre a apuração e apontou possíveis inconsistências em procedimentos periciais e na preservação do local onde a filha foi encontrada. A família chegou a promover mobilizações públicas e instalou outdoors pela capital com pedidos de esclarecimento sobre o caso.
Em etapas anteriores da investigação, o Ministério Público solicitou diligências complementares, incluindo novos exames periciais e a análise de materiais coletados durante a apuração. Também foram extraídos dados do celular da advogada para auxiliar no esclarecimento das circunstâncias da morte.
Agora, com a conclusão do inquérito pela Polícia Civil e o encaminhamento dos autos ao Ministério Público, caberá ao órgão analisar o material produzido durante a investigação e definir os próximos passos do procedimento. Enquanto isso, a família segue contestando a conclusão apresentada pela polícia e sustenta que os laudos periciais não são conclusivos sobre a causa da morte.
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