O Progressistas (PP) convidou a primeira-dama Virgínia Mendes para se filiar ao partido para concorrer a deputada federal em 2026. O plano seria usar Virginia como a candidata puxadora de voto para que eles elejam de até 3 filiados à Câmara Federal.
“Acredito que se nossa primeira-dama vir a ser candidata a deputada federal, ela será a puxadora de votos e com isso a chapa do PP faria de 2 a 3 deputados. É lógico que essas articulações dependem também do posicionamento do governador Mauro Mendes (União Brasil), que deve ser candidato, ao Senado”, disse o deputado estadual Paulo Araújo.
Paulo Araújo contou que o convite foi feito pessoalmente a Virginia Mendes junto com o ex-senador Cidinho Santos, político próximo a Mauro Mendes que já articulou algumas pautas para o governador em Brasília.
Virgínia é considerada uma das pessoas com prestígio no União Brasil pelos trabalhos em assistência social, apesar de na eleição deste ano os seus candidatos não terem sido eleitos em Cuiabá. Ela é uma das comandantes da ala das mulheres no partido.
A transferência pode colocá-la de frente com políticos que ela apoia, como o chefe da Casa Civil e deputado federal licenciado Fábio Garcia (União Brasil). Ou o PP pode estar ensaiando uma reaproximação ao arco de aliança de Mauro Mendes.
Segundo Paulo Araújo, a senadora Margareth Buzzetti, hoje filiada ao PSD (Partido Social Democrata), está de retorno ao partido para disputar o Senado em 2026. Ela exerce o cargo hoje no lugar do senador eleito Carlos Fávaro (PSD), que cumpre a função de ministro da Agricultura.
Neri Geller também já estaria na lista dos candidatos a deputado federal. Ele fez parte dos secretários de Fávaro, mas foi demitido no episódio da polêmica do leilão do arroz, no início do ano. Sobrou um restou de mágoa da crise do governo Lula entre os dois.
Virgínia e Margareth são apoiadoras do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), assim como o governador Mauro Mendes. Geller já foi próximo de Mauro e se afastou nas eleições de 2020 e 2022, quando apoiou a oposição em Cuiabá e ao governo, respectivamente.