Foto: Genevieve de Messieres/Shutterstock.
Wesley Moreno/Power Mix
Nova Mutum/MT
A chuva de meteoros Líridas poderá ser observada em todo o Brasil nesta quarta-feira (22), com pico de visibilidade previsto também para a madrugada do dia 23. O fenômeno ocorre anualmente quando a Terra atravessa a trilha de detritos deixada pelo Cometa Thatcher.
Segundo o Observatório Nacional, o melhor horário para observação será por volta das 2h da manhã, especialmente em regiões com menor poluição luminosa. Áreas do Norte do país devem ter condições ainda mais favoráveis para visualizar os meteoros.
Para acompanhar o fenômeno, a recomendação é procurar locais escuros e direcionar o olhar para o Norte, onde estará visível a estrela Vega, próxima ao ponto de origem aparente dos meteoros.
De acordo com o astrônomo Marcelo De Cicco, a condição lunar favorece a observação neste ano. O pico da atividade ocorre dois dias antes da fase de quarto crescente, o que faz com que a Lua se ponha no início da noite, garantindo céu escuro durante a madrugada.
Durante o auge do fenômeno, a Lua estará com cerca de 27% de iluminação, mas sua interferência será mínima, já que o ocaso lunar acontece antes do momento de maior atividade. Isso permite a visualização até mesmo de meteoros menos intensos.
As Líridas têm como radiante a constelação de Lira, ponto do céu de onde os meteoros parecem se originar. Embora a taxa de meteoros visíveis seja menor no Hemisfério Sul, ainda será possível observar rastros luminosos mais intensos.
Origem do fenômeno
O cometa Thatcher, responsável pela chuva, possui um período orbital de aproximadamente 415 anos. Ao longo de suas passagens pelo Sistema Solar, deixou uma trilha de partículas que interagem com a atmosfera terrestre, gerando o espetáculo luminoso.
Registros históricos indicam que as Líridas são observadas há cerca de 2.700 anos, com relatos que remontam à China antiga, em 687 a.C., tornando-se uma das chuvas de meteoros mais antigas conhecidas.
Meteoros são fragmentos de rocha espacial que, ao entrarem na atmosfera da Terra, se incendeiam devido ao atrito com o ar, criando o fenômeno popularmente conhecido como “estrela cadente”.
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