O vice-presidente do Dom Bosco, Paulo Emílio, participou na tarde desta quinta-feira (23) da Assembleia Geral realizada na sede da Federação Mato Grosso de Futebol. O encontro teve como objetivo discutir alterações no Estatuto da Federação, ampliar a participação dos clubes e integrar as equipes do interior e da capital nas decisões da entidade. Para Paulo Emílio, a reunião foi uma oportunidade importante para os dirigentes se conhecerem melhor, trocar experiências e alinhar posições em prol do desenvolvimento do futebol mato-grossense.
“Eu acho que no primeiro momento foi interessante para todos os clubes se conhecerem melhor. Alguns pontos são, digamos assim, conflitantes entre a legislação, essa questão, por exemplo, de alterar, colocar mais dois vices, ou seja, três vices, o presidente ou quatro vices. Eu creio que no processo eleitoral isso não pode ocorrer, poderá ocorrer na próxima eleição, sem ser essa. Então, foi um dos pontos que a gente colocou no palco, foi voto vencido, mas foi colocado”, explicou o vice-presidente, destacando que, mesmo com divergências, a discussão foi produtiva.
Ele ressaltou ainda o aspecto de democratização e integração promovido pela Assembleia. “O resto eu acho que foi interessante, a questão da democratização aqui da federação, e de situações que já estavam no estatuto, que precisavam, mas também eu achei um aspecto interessante que uniu todo, nós conhecemos todos os outros presidentes e tudo, isso é interessante, essa integração. E é bom essa união até para deixar o futebol mato-grossense em ascensão, não é? Com certeza, a gente tem que respeitar os clubes do interior.”
Paulo Emílio também falou sobre o andamento do processo eleitoral na FMF. “Não foi tocado sobre eleição, apenas algumas situações que a gente não concordou com vários outros presidentes que é relacionado à eleição. Uma coisa é você aumentar os vices, tá? O presidente colocar mais quatro vices. Comecei com alguns presidentes de clubes aqui, disseram que está na hora, né? Está na hora de decidir quem que irá comandar a FMF. A democracia tem um custo, e a gente realmente quer que as eleições aconteçam, todos os clubes, e vença quem for melhor, quem tiver mais votos.”
Sobre o desempenho do Dom Bosco em 2025, quando completou 100 anos, o vice-presidente falou sobre os desafios e aprendizados. “Falei com o Jean André recentemente, ele disse que foi um ano lamentável para o clube não ir para a Série A do mato-grossense. Foi um ano antigo, mas a gente brincou, foi a praga dos clubes que completam 100 anos. O Flamengo foi isso, o Atlético Paranaense foi isso, o Dom Bosco também. Investimos bastante na segunda, infelizmente não deu. Mas isso foi uma escola para a gente, a gente já está reestruturando, tanto é que agora entramos na série do clube, porque temos a série dentro do centro de Cuiabá, e já estamos priorizando algumas situações, principalmente as equipes de base.”
Quanto à próxima temporada, Paulo Emílio projetou expectativas positivas: “Se Deus quiser, tem coisa interessante aí, mas a surpresa a gente vai deixar para o nosso torcedor, para quem ama o Dom Bosco.”
Depois de uma temporada pífia, o Leão Azulino busca subir de série em 2026 e retornar à elite do futebol mato-grossense em 2026.