A torcida Boca Suja, principal organizada do Mixto, divulgou na tarde desta quarta-feira (11) uma nota pública rebatendo as acusações de vandalismo feitas pelo Luverdense após o segundo jogo da grande final do Campeonato Mato-grossense, disputada último domingo (08), no estádio Passo das Emas.
No comunicado, a organizada afirmou que não apoia qualquer tipo de depredação e repudiou atos de vandalismo. Segundo a nota, a Boca Suja também defende a preservação do patrimônio esportivo, mas afirma que os fatos precisam ser analisados de forma completa.
“A Boca Suja não apoia, não compactua e repudia qualquer ato de vandalismo. Entendemos que o patrimônio público e esportivo deve ser preservado”, afirma um trecho da manifestação divulgada pela torcida. No entanto, a organizada também argumenta que parte dos danos citados pelo Luverdense já seria visível antes mesmo da ocupação total do setor visitante, apontando problemas estruturais e de manutenção no estádio.
Outro ponto destacado na nota foi a crítica à organização do evento e às condições oferecidas aos torcedores visitantes. A torcida afirma que houve uso injustificado de gás de pimenta contra torcedores do Mixto durante a partida, atingindo inclusive crianças, idosos e gestantes.
Segundo o relato da organizada, muitos torcedores teriam buscado abrigo nos banheiros do estádio para tentar se proteger da ação policial. A nota também menciona dificuldades estruturais no setor visitante, como acesso considerado perigoso ao bar, escadas escorregadias, falta de higiene e áreas com lama na entrada.
A Boca Suja ainda citou episódios anteriores envolvendo jogos em Lucas do Rio Verde e afirmou que torcedores do Mixto já teriam enfrentado situações semelhantes em outras partidas contra o Luverdense.
Por fim, a organizada defendeu que o debate sobre os acontecimentos após a final do campeonato seja conduzido com responsabilidade e que todos os fatores envolvendo a segurança e a estrutura do estádio sejam considerados.