De férias em Cuiabá após mais uma temporada no futebol dos Emirados Árabes Unidos, o lateral-esquerdo Rikelme aproveitou a passagem pela capital mato-grossense para participar de um encontro com crianças da comunidade no Mini Estádio João Faustino Lima, no Praeirinho. Ao lado do também jogador Lucas Calegari, ele foi apresentado aos jovens que participarão das atividades do projeto Bom de Bola, Bom de Escola, que terá o espaço como um dos polos de treinamento e formação.
Durante a conversa com a imprensa, Rikelme falou sobre a importância de retornar ao lugar onde deu os primeiros passos no futebol e de servir como exemplo para quem sonha em construir uma carreira no esporte. “Estou muito feliz em participar desse evento aqui, com várias crianças. Eu já fui criança também, já passei por isso e fico muito feliz em estar participando desse evento”, disse.
O lateral destacou que faz questão de conversar com os jovens sempre que está em Cuiabá, incentivando-os a persistirem mesmo diante das dificuldades. “Sempre quando eu venho para cá, eu peço para falar com eles, para dar minhas palavras. Falo para não irem para o outro caminho, para seguirem o mesmo caminho que eu fiz, que foi trabalhar e batalhar. Mesmo com as dificuldades eu não parei, insisti, insisti, porque uma hora dá certo. O negócio é não desistir. Tem que persistir na caminhada.”
Mas foi ao falar da saudade de casa que Rikelme abriu um sorriso. Morando em Dubai, ele contou que a maior falta que sente não é apenas da família, mas também da culinária cuiabana, principalmente de um prato que faz questão de comer sempre que desembarca em Mato Grosso. “O que eu mais sinto falta é do peixe. Toda vez que eu venho de férias para Cuiabá, eu já ligo para a minha avó e falo: ‘Vó, estou chegando, já faz aquele peixinho frito que eu gosto’. Esse é o primeiro pedido que eu faço quando chego.”
Questionado sobre a gastronomia dos Emirados Árabes Unidos, o jogador admitiu que ainda não conseguiu se adaptar aos sabores locais. “A culinária de lá eu não gosto muito, não. É porque é muito apimentada e eu não gosto de muita pimenta. Ainda prefiro a comida daqui.”
Mesmo morando no exterior, Rikelme revelou que continua acompanhando o futebol mato-grossense e faz questão de assistir aos jogos do Cuiabá sempre que o fuso horário permite. “Sempre acompanho o Cuiabá. Quando posso, assisto aos jogos e torço pelo clube. A diferença de horário é de oito horas, então às vezes fica complicado, mas sempre que dá eu acompanho.”
O lateral também comentou sobre a mudança de posição ao longo da carreira. Ele começou atuando como ponta, passou pelo meio-campo e acabou sendo improvisado na lateral, função em que se firmou como profissional. “Eu era ponta, depois fui para meia. Quando cheguei, estava faltando lateral e perguntaram se eu podia jogar ali. No começo eu fiquei bravo e até falei com meu pai. Mas ele disse para eu aceitar porque daria certo. Eu segui o conselho dele e hoje sou lateral.”
Por fim, Rikelme revelou que sonha em vestir a camisa da Seleção Brasileira e acredita que pode alcançar esse objetivo nos próximos anos. “Acredito que um dia vou chegar à Seleção Brasileira. Se Deus quiser, em 2030 posso estar disputando uma Copa do Mundo. É um sonho que eu tenho e vou continuar trabalhando para realizar.”