Da Redação/PowerMix
Sapezal/MT
Um servidor da Prefeitura de Sapezal/MT, de 62 anos, foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil após ser denunciado por supostamente praticar ato obsceno em frente à própria residência. O caso ocorreu na última quinta-feira (16) e foi confirmado pela administração municipal em nota oficial divulgada nesta terça-feira (21). A denúncia foi feita por uma jovem de 18 anos, que afirmou ter sido alvo da conduta enquanto estava em frente à casa acompanhada de uma amiga.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada via 190 após uma colega da vítima relatar que o morador da residência em frente estaria expondo o órgão genital em direção às duas mulheres. No local, as vítimas apresentaram aos policiais um vídeo gravado por telefone celular que, segundo a denúncia, registra o momento em que o suspeito pratica o ato. Diante das evidências, o homem foi chamado pelos militares, deixou a residência e foi encaminhado à Delegacia para os procedimentos legais. Conforme o registro, ele limitou-se a questionar o motivo da abordagem e não apresentou outras explicações.
As investigações apontam que o comportamento do servidor já havia sido denunciado anteriormente. Segundo um boletim registrado em 2021, uma colega de trabalho relatou que o homem aproveitava momentos em que ficava sozinho com ela para praticar atos libidinosos, causando constrangimento. No caso mais recente, a jovem informou que o suspeito é seu vizinho e que frequentemente tentava chamar sua atenção quando ela passava pela rua, por meio de gestos e sons.
Após ser detido, o servidor passou por audiência de custódia no dia seguinte e obteve liberdade provisória mediante pagamento de fiança. O processo tramita sob segredo de Justiça, e ele responderá à investigação em liberdade, cumprindo as medidas cautelares determinadas pelo Judiciário.
Em nota, a Prefeitura de Sapezal/MT informou que os fatos investigados teriam ocorrido fora do ambiente de trabalho, fora do horário de expediente e sem relação com as funções exercidas pelo servidor. O município comunicou ainda que instaurou procedimento administrativo para apurar o caso e reforçou que não compactua com práticas de violência, importunação sexual, assédio, atos obscenos ou qualquer conduta que viole a dignidade da pessoa humana.
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