A Justiça de Mato Grosso do Sul decretou a prisão preventiva de um homem investigado pela morte de duas pessoas, entre elas uma mulher trans, após recurso apresentado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). A decisão da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande (MS), reverteu a determinação anterior que havia concedido liberdade ao suspeito mediante medidas cautelares.
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Ao reavaliar o caso, o juiz Aluizio Pereira dos Santos entendeu que as medidas cautelares impostas anteriormente não eram suficientes diante da gravidade dos fatos investigados.
Na decisão, o magistrado destacou a gravidade do caso, especialmente em razão das lesões sofridas pelas vítimas, como um dos fundamentos para restabelecer a prisão preventiva.
O juiz também apontou que os elementos reunidos até o momento não dão suporte suficiente à tese de legítima defesa apresentada pela defesa do investigado. Além disso, vestígios periciais encontrados no interior da residência das vítimas foram considerados relevantes para o esclarecimento da dinâmica dos acontecimentos.
Outro aspecto levado em consideração foi a informação de que o investigado teria deixado o local após o homicídio. Conforme a decisão, essa circunstância, analisada em conjunto com os demais elementos do processo, indica risco à aplicação da lei penal.

Ao acolher o recurso apresentado pelo MPMS e pela assistência de acusação, o magistrado decretou a prisão preventiva e apontou que medidas cautelares menos rigorosas seriam insuficientes para neutralizar os riscos identificados durante a investigação.