O vereador Emerson (PP) se posicionou contra a aprovação do prêmio saúde, por entender que os profissionais de enfermagem, que correspondem a 80% da saúde pública, foram excluídos da proposta.
“Eu fui contra, por conta de não ter os profissionais de enfermagem também garantindo esse prêmio,” afirmou Emerson. “O projeto veio de uma maneira, teve emendas, e com a emenda eu me contrapus porque colocaram outros profissionais e não colocaram enfermagem.”
Sobre o episódio da morte da mulher que buscou ajuda na Unidade de Saúde da Vila Arthur e morreu na rua após receber encaminhamento para a UPA, Emerson comentou:
“Foi uma tragédia. A paciente esteve lá, foi atendida, os sinais vitais estavam estáveis e a médica fez o encaminhamento para a UPA. Agora cabe ao profissional médico explicar por que não reteve essa paciente na unidade.”
Emerson também falou sobre a atitude da médica que, segundo relatos, se recusou a deixar a unidade para prestar socorro imediato à paciente na rua:
“Eu, como enfermeiro, já saí da unidade para atender pacientes em outras unidades. Se foi chamado e o médico não foi, cabe ao CRM avaliar a situação. Pode ter sido uma omissão no socorro.”
Sobre a presença de escolta armada no plano de saúde, o vereador foi claro:
“Não sou a favor. Já ouvi relatos de profissionais de enfermagem sendo agredidos por acompanhantes em momentos difíceis, mas é preciso entender que o profissional está para fazer o seu melhor.”
Ele defende a presença de segurança, armado ou não, para controlar quem entra e sai do pronto-socorro:
“Tem que ter segurança, um profissional para essa função, não só no pronto-socorro, mas em outras unidades.”
Por fim, Emerson opinou sobre a possibilidade da Guarda Municipal atuar na segurança do pronto-socorro:
“Acredito que poderia ser uma opção, mas não há efetivo suficiente para estar em todas as portas. Acho difícil o trabalho que os guardas fazem hoje ser substituído.” concluiu.