A crise no abastecimento de água voltou ao centro dos debates na Câmara Municipal. Durante a sessão desta segunda-feira (16), o vereador Samir (PL) fez duras críticas à gestão da prefeita Flávia Moretti (PL), afirmando que o Departamento de Água e Esgoto (DAE) continua operando de forma precária, sem investimentos e sem perspectiva de solução. Ele apelou para a prefeita, para deputados da base aliada e até para o colega de partido e líder do governo, Bruno Rios (PL), exigindo ações imediatas.
A sessão da Câmara de Várzea Grande desta segunda-feira (16) mais pareceu um culto de desabafo do que um debate político. O protagonista foi o vereador Samir (PL), que pediu um “milagre da prefeita”, cobrou respostas sobre a FIP ao colega Bruno Rios (PL) e ainda usou o batismo como exemplo da crise:
“Até pra batizar a gente precisa de água!”, reclamou.
A fala foi tão sincera ou desesperada que arrancou um comentário literal do presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira:
“Meu neto batizou domingo e precisou mesmo. Vossa Excelência não está mentindo, não.”
Se nem batismo tem água, imagine as torneiras dos bairros mais afastados.
Samir afirmou que os servidores do DAE (Departamento de Água e Esgoto) estão fazendo o impossível para manter a cidade com alguma dignidade, mesmo sem estrutura ou investimentos.
“A máquina é velha, cheia de problemas, e ninguém apresenta solução. A população está pagando suas dívidas, mas cadê os investimentos?”, questionou.
Ele ainda relembrou que a Câmara já aprovou lei reduzindo até 97% dos juros para incentivar a quitação de débitos, mas que a prefeitura segue sem aportar nem um centavo no DAE em 2025.
“O impossível já está sendo feito. Agora, falta o milagre da prefeita Flávia Moretti (PL)”, disparou.
Além da água, o outro mistério é a tal FIP, cobrada por Samir diretamente ao líder do governo, vereador Bruno Rios (PL).
“Queremos pelo menos um sinal de fumaça da FIP!”, ironizou.
A FIP (Fundo de Investimento em Participações) é uma proposta de concessão público-privada, onde investidores colocam dinheiro em troca de operar parte do sistema de abastecimento da cidade. A ideia é antiga, foi vendida como salvação, mas até agora só produziu silêncio.
Em outro momento da fala, o parlamentar fez um apelo direto à prefeita e aos parlamentares da base do PL em Mato Grosso e em Brasília:
“Se não podem mandar R$ 1 milhão, mandem R$ 500 mil, R$ 200 mil… qualquer valor. O DAE precisa, nem que seja só para tapar buracos de vazamento.” Finalizou.
*Sob supervisão de Daniel Costa