O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), se posicionou com ressalvas em relação ao aumento no número de parlamentares estaduais, possível reflexo da proposta aprovada pela Câmara dos Deputados que amplia as vagas no Congresso Nacional.
A medida, aprovada na noite de terça-feira (6), prevê a elevação de 513 para 531 deputados federais, sob a justificativa de crescimento populacional em determinados estados. Caso o projeto seja confirmado pelo Senado, Mato Grosso poderá ganhar duas novas cadeiras na Câmara, passando de oito para dez parlamentares federais. Com isso, a Assembleia Legislativa terá de se adequar, elevando seu número de deputados estaduais de 24 para 30 a partir de 2027, conforme determina a Constituição Federal (artigo 27, §1º).
Apesar de não concordar com a ampliação, Russi afirmou que a ALMT cumprirá o que está previsto na legislação.
“É obrigatório. Quando se criam vagas no Congresso, automaticamente é feita a proporção. Não temos a necessidade, mas é uma lei, e a lei tem que ser cumprida”, disse.
Estrutura física será adaptada
O presidente também destacou que o prédio atual da Assembleia não comporta, de imediato, a instalação de seis novos gabinetes parlamentares. No entanto, obras de expansão iniciadas na gestão do ex-presidente Eduardo Botelho estão em andamento para atender à futura demanda.
Russi garantiu que a ampliação do número de deputados estaduais não impactará o orçamento da Casa. O duodécimo previsto para 2025 — R$ 881,8 milhões — será mantido.
“A mudança na quantidade de deputados não implica em acréscimo de recursos para a Casa”, frisou.
Mais representatividade no Congresso
Mesmo com críticas à necessidade da medida, Max Russi reconheceu que a proposta pode fortalecer a atuação política de Mato Grosso no cenário nacional.
“Ganhamos mais força nas decisões nacionais. Teremos dois votos a mais em pautas importantes que afetam diretamente o estado”, avaliou.
Segundo ele, o crescimento da população mato-grossense justifica a nova composição da bancada federal.
“Não é uma mudança aleatória. É resultado do desenvolvimento do nosso estado. Precisamos ter uma presença proporcional em Brasília. Hoje, há estados com menos habitantes que Mato Grosso, mas com mais deputados federais. Isso não é justo”, concluiu.
A proposta de ampliação segue agora para análise e deliberação do Senado Federal.