A Câmara Municipal de Várzea Grande derrubou, nesta terça-feira (4), o veto integral do Executivo ao Projeto de Lei nº 5.429/2025, de autoria da vereadora Gisa Barros (PSB), que institui o Observatório Municipal da Violência contra a Mulher (OMVM). A proposta visa monitorar, sistematizar e analisar dados sobre casos de violência de gênero, além de subsidiar políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento dessa realidade no município.
Na votação, além da autora, Gisa Barros (PSB), votaram contra o veto os vereadores Feitosa e Sargento Galibert (PSB), Enfermeiro Emerson (PP), Adilsinho e Wender Madureira (Republicanos), Braz Jaciro e Rogerinho Dakar (PSDB), Charles da Educação e Rosy Prado (União Brasil), Cilcinho (PV), Caio Cordeiro e Samir Japonês (PL), além do presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB).
A favor do veto votaram os vereadores Bruno Rios (PL), Lucélia Oliveira (AGIR) e Jânio Calistro (União Brasil). Optaram pela abstenção os parlamentares Sardinha e Alessandro Moreira (MDB) e Dr. Miguel Júnior (Cidadania). Já Carlinhos Figueiredo (Republicanos) e Jero Neto (MDB) estavam ausentes.
Com 14 votos contrários ao veto, o projeto será promulgado pela Câmara Municipal, garantindo a implantação do Observatório da Violência contra a Mulher em Várzea Grande — município localizado a 7 km de Cuiabá. O órgão deverá atuar na produção de relatórios, indicadores e ações integradas com instituições públicas e entidades da sociedade civil, fortalecendo a rede de proteção às mulheres.