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A história real que inspirou o filme Se Eu Tivesse Pernas, Eu te Chutaria

Um dos filmes mais comentados do momento é Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria. O longa conquistou o prêmio de Melhor Atriz no Critics Choice Awards, graças à atuação de Rose Byrne, que disputa o Globo de Ouro na mesma categoria.

A trama de Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria acompanha Linda, uma mãe à beira do colapso. Praticamente mãe solo de uma menina doente, a psicóloga se vê obrigada a enfrentar uma sucessão de crises quando um enorme vazamento de água faz o teto do apartamento dela desabar.

Com a vida desmoronando — literal e metaforicamente —, Linda busca ajuda por todos os lados, mas encontra apenas indiferença ou incapacidade: o marido ausente, o terapeuta hostil e uma rede de apoio inexistente. Forçada a se mudar para um motel com a filha, ela precisa encontrar uma solução para o buraco no teto, lidar com a doença misteriosa da criança e ainda enfrentar o desaparecimento de um paciente.

Rose Byrne em Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
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Rose Byrne em Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria

Reprodução

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É baseado em história real?

Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria é inspirado em um momento profundamente traumático vivido pela diretora Mary Bronstein, quando sua filha, então com 7 anos, adoeceu gravemente. Na época, Bronstein precisou se mudar de Nova York para San Diego — o único lugar onde a menina poderia receber o tratamento adequado a longo prazo.

Enquanto o marido da diretora, o cineasta Ronald Bronstein, permaneceu em Nova York, Mary e a filha passaram a viver em um pequeno quarto de motel.

Os médicos estimaram que o tratamento duraria cerca de seis semanas, no máximo oito. No entanto, à medida que o tempo avançava, a situação se mostrava cada vez mais desgastante, tanto física quanto emocionalmente.

À noite, após as luzes serem apagadas às 20h para que a filha pudesse descansar, Mary se encontrava sentada no chão do banheiro, cercada por embalagens de comida, vinho barato e um silêncio opressor.

Ela descreve esse período como uma profunda crise existencial — não apenas marcada pelo medo em relação à saúde da filha, mas também pela a sensação de cuidar intensamente de outra pessoa enquanto perdia, aos poucos, a própria identidade.

Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria reflete essa vivência de Bronstein como cuidadora e a amplifica com ainda mais caos. Na narrativa, a criança sofre de uma doença gastrointestinal não especificada e precisa de uma sonda de alimentação. A médica responsável pelo tratamento é interpretada pela própria Mary Bronstein.

O filme foi lançado nos cinemas brasileiros em 1º de janeiro. Além de Rose e Mary, o elenco de Se Eu Tivesse Pernas também conta com ASAP Rocky, Conan O’Brien, Ivy Wolk e Ella Beatty.

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Fatos e Boatos

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