Em um vídeo publicado nas redes sociais, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), adotou um tom messiânico ao convocar a população que, segundo ela, estaria “morta” há anos para participar do desfile cívico-militar realizado no último domingo (07) de setembro.
Flávia fez o convite afirmando querer “ressuscitar o espírito cívico”, como se o povo estivesse morto, “Este ano a história é diferente”, disse a prefeita, como se os anos anteriores fossem marcados por uma total morte do civismo, patriotismo, liberdade e democracia. Vale destacar que a 203 anos de independência do Brasil, o civismo, o patriotismo a liberdade e a democracia foi defendida com amor, dedicação bravura de homens e mulheres brasileiros que deram as suas vidas em defesas da pátria amada.
Mas afinal, Moretti vai realizar a ressurreição assim como Jesus Cristo? Até onde se sabe, o único que ressuscitou foi Cristo e isso há mais de dois mil anos.
A história mostra que o espírito cívico democrático, de luta pela liberdade e o amor pela pátria sempre esteve vivo no coração e na vida de cada brasileiro que assim nunca esteve morto.
O patriotismo pulsa no sangue de cada brasileiro, nas ruas, nas lutas históricas pela liberdade e justiça social. Várzea Grande já teve desfiles épicos de demonstração de patriotismo de amor pela pátria pois são 158 anos de história tradição do povo brasileiro e várzea-grandense que deram e dão a sua parcela de contribuição na construção do seu país e da sua cidade, pois Flávia Messias acredita no seu mundo imaginário que em 09 meses de gestão ela poderá ressuscitar e reescrever uma nova passagem bíblica e apagar 203 anos de história e independência do povo brasileiro e 158 anos de história do povo várzea-grandense.
Através dos registros históricos algumas lutas que provam que o povo brasileiro, com o patriotismo o civismo a luta pela liberdade e a democracia sempre esteve vivo:
Na voz rouca do alferes Joaquim José da Silva Xavier, o eco da liberdade encontrou morada em Minas. Ele não empunhava espada, mas ideias, que para a Coroa valiam tanto quanto pólvora. O seu corpo foi esquartejado, mas sua cabeça permaneceu erguida no tempo, olhando os séculos, lembrando que um mártir não morre apenas inspira. (Tira dentes)
Domingos José Martins, Padre João Ribeiro, e tantos outros que não aceitaram a submissão. Entre igrejas e trincheiras, lutaram por uma república que só nasceria mais de 70 anos depois. Foram fuzilados, degolados, esquecidos pelos livros, mas lembrados por quem entende que liberdade sempre sangra antes de florescer. (Revolução Pernambucana)
O “Grito do Ipiranga” ecoou da garganta de um príncipe, mas quem lutou e morreu nas províncias foram soldados anônimos, camponeses sem glória, gente sem retrato, que defendeu uma pátria que nascia com as mesmas amarras coloniais. Dom Pedro ficou com o trono; o povo, com o silêncio das trincheiras. (Independência do Brasil)
Nas madrugadas de Salvador, Pacífico Licutan e Ahuna costuravam a fé com a rebeldia. Escravizados, mas não domados, escreveram com sua revolta uma das mais belas páginas da resistência negra. Foram mortos, deportados, perseguidos, mas a história do Brasil deve a eles o sabor amargo e real da palavra “liberdade”. (Revolta dos males)
Zumbi já havia morrido, Dandara já havia caído, e mesmo assim, a assinatura de uma princesa branca levou os louros. Mas os heróis da abolição tinham rostos negros, mãos calejadas e sonhos de terra. Saíram da senzala direto para a rua, para o abandono, para a luta que ainda hoje pulsa nas favelas e nos quilombos. (Abolição da escravatura)
Sob a chuva de papéis amarelos, Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Teotônio Vilela e o povo sem microfone gritavam por eleições. O Congresso negou, mas o país já havia acordado. A democracia chegou sem festa, mas com o gosto amargo da persistência.
(Diretas já)
Portanto, se a ideia era “ressuscitar o civismo e o patriotismo”, como Flávia disse através do vídeo gravado para fazer o convite de ressureição é importante a messias várzea-grandense se inteirar ou ter nas suas memórias a luta e a história de um povo aguerrido trabalhador que a mais de dois séculos demonstra com muito amor a cada dia que a democracia o patriotismo a liberdade e amor pelo Brasil está cada dia mais vivo que nunca na vida dos Brasileiros.
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