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Abilio nega articulação na disputa pela presidência da Câmara de Cuiabá

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), negou que esteja participando das articulações envolvendo a sucessão da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá.

“Tenho evitado participar dessa discussão, principalmente porque estou com outras questões aqui para resolver. Acredito que qualquer um que seja o nome, vai ser uma escolha interna dos vereadores”, afirmou.

Apesar da declaração, o prefeito possui ampla maioria na Casa. Em 2025, ele articulou a eleição de uma Mesa Diretora formada apenas por mulheres, com a vereadora Paula Calil (PL) na presidência, derrotando a chapa adversária liderada por Chico 2000, que atualmente está sem partido.

Paula, no entanto, já sinalizou que não pretende disputar a reeleição para o cargo.

Nos bastidores da Câmara, ao menos cinco vereadores já se articulam para a disputa, que deve ocorrer em agosto. Entre os nomes que buscam viabilizar candidatura estão Dilemário Alencar (União), líder do prefeito na Casa; Ilde Taques (Podemos); Wilson Kero Kero (PMB); Demilson Nogueira (PP); e Daniel Monteiro (Republicanos). Entre eles, Dilemário e Ilde são considerados mais próximos da base do prefeito.

Em conversa com a imprensa, Abilio afirmou que sequer acompanha quais parlamentares estão se movimentando para a disputa.

“Sobre a eleição da Mesa, não estou participando dessa discussão. Então, não sei como estão os procedimentos, não sei nem quais são os nomes que aí estão”, disse.

A presidência da Câmara é considerada um cargo estratégico para o Palácio Alencastro, sede do Executivo municipal. Tradicionalmente, a preferência da gestão é por um nome alinhado ao prefeito, já que o presidente da Mesa tem poder para definir a pauta de votações e pode acelerar ou travar projetos de interesse do Executivo.

Além da visibilidade política até as próximas eleições municipais, previstas para 2028, o cargo também garante influência administrativa. O presidente da Câmara passa a ter comando sobre cerca de 600 servidores e administra um duodécimo anual estimado em R$ 110 milhões.

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