Quem abasteceu o carro em Cuiabá e Várzea Grande nesta quarta-feira (23) já encontrou um preço diferente nas bombas. A gasolina e o etanol ficaram mais caros novamente, após o terceiro aumento registrado em menos de um mês.
A gasolina, que em 26 de agosto era encontrada por cerca de R$ 6,79 o litro, passou a custar aproximadamente R$ 7,17. Já o etanol saiu de cerca de R$ 4,17 na primeira semana de setembro para R$ 4,37.
Diante desse cenário, a Prefeitura de Cuiabá informou que a Secretaria Adjunta do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) participou de uma reunião nacional para definir ações de fiscalização do mercado de combustíveis.
Durante a reunião, que tratou das ações durante a operação nacional ‘Carga Pesada’, com apoio do Ministério da Justiça, foram apresentados dados sobre os preços dos combustíveis. O diesel S10 registrou preço médio nacional de R$ 7,13, com alta de 2,3% na última semana.
A gasolina comum apresentou média de R$ 6,54, com aumento de 0,2%, enquanto o etanol teve alta de 3,3%, segundo a pasta.
Gasolina começa a subir
O litro da gasolina, que era encontrado por cerca de R$ 6,79, passou a ser vendido por aproximadamente R$ 6,99.
Antes R$ 6,79
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Depois R$ 6,99
Etanol também avança
O combustível vinha sendo encontrado na faixa de R$ 3,77 a R$ 3,95, conforme as referências de preço do período.
Referência R$ 3,77
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Outra referência R$ 3,95
Etanol passa de R$ 4
Em alguns postos de Cuiabá e Várzea Grande, o litro chegou a R$ 4,17.
Agosto R$ 3,77
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9 de setembro R$ 4,17
Novo aumento nas bombas
Menos de um mês depois, os preços voltaram a subir. A gasolina chegou a R$ 7,17 e o etanol a cerca de R$ 4,37.
Gasolina R$ 7,17
Etanol R$ 4,37
3 aumentos em menos de um mês De agosto até 23 de setembro, os preços dos combustíveis voltaram a pesar no bolso dos motoristas.
Fontes: Primeira Página, Sindipetróleo, Cepea/USP e referências de preços informadas na reportagem.
O que explica os aumentos?
Em nota, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo) explicou que não realiza o acompanhamento ou fixação sobre os preços praticados por postos de combustíveis no estado.
A precificação na ponta final é, segundo o sindicato, uma decisão individual e autônoma de cada revendedor, balizada pelo livre mercado e fundamentada nos custos repassados por suas respectivas distribuidoras e seus custos operacionais.
Por outro lado, o órgão explicou que o aumento da gasolina e do diesel, por exemplo, podem estar associados à cotação do barril de petróleo, que atingiu patamares superiores a US$ 100 no mercado internacional, pressionando os custos de importação e refinamento.
Por que os combustíveis ficaram mais caros?
Segundo o Sindipetróleo, os fatores que pressionam os preços variam de acordo com o combustível.
⛽ Aumento nas bombas Principais fatores apontados pelo Sindipetróleo
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Gasolina e diesel
Petróleo mais caro: o barril teria ultrapassado US$ 100 no mercado internacional.
Importação: a alta do petróleo pressiona os custos de compra no mercado externo.
Refino: o aumento da matéria-prima também eleva os custos do processo.
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Etanol
Fim da safra: a oferta de cana-de-açúcar diminui naturalmente com a proximidade do encerramento da safra.
Maior demanda: o etanol anidro é usado na mistura da gasolina.
Açúcar valorizado: a alta do produto no mercado global também influencia as usinas.
Fonte: Sindipetróleo
Já no caso do etanol, nos últimos 45 dias as usinas produtoras estariam elevando os preços, impulsionadas pela redução natural da oferta com a proximidade do fim da safra de cana-de-açúcar, maior demanda pelo etanol anidro para mistura na gasolina e valorização do açúcar no mercado global.
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