Os deputados federais de Mato Grosso gastaram R$ 3,6 milhões com cota parlamentar em 2025. O novato Rodrigo da Zaeli (PL) foi o campeão. A Câmara dos Deputados teve que pagar R$ 516 mil dos gastos dele, no primeiro ano de mandato.
Os dados estão disponíveis no Portal da Transparência da Câmara dos Deputados. A cota parlamentar é um pacote de auxílios para cobrir as despesas de atividades que seriam inerentes ao cargo, como auxílio moradia, passagens de avião e divulgação do trabalho. A cota é paga fora a verba de gabinete, que também seria para o exercício do cargo.
Os deputados federais de Mato Grosso gastaram exatamente R$ 3.653.245,39 de janeiro a dezembro do ano passado – o valor pode ser atualizado conforme o lançamento das despesas dos parlamentares no sistema da Câmara.
O campeão Rodrigo da Zaeli gastou R$ 511.168,85. A maior parte foi com a divulgação das próprias atividades (R$283.494,08); o parlamentar gastou quase cem R$ 100 mil em 12 meses (R$ 99.423,72) com combustíveis. Os contratos de aluguel de veículos ficaram em terceiro lugar com R$ 61.390,00. As hospedagens, fora de Brasília, custaram R$ 26.943,47.
Rodrigo da Zaeli assumiu o mandato de deputado federal no dia 1º de janeiro de 2025, no lugar de Abilio Brunini (PL), que foi eleito prefeito de Cuiabá. Ele era o primeiro suplente na chapa que concorreu nas eleições de 2022.
Os outros sete deputados federais de Mato Grosso tiveram gastos aproximados aos de Zaeli, superiores a R$ 400 mil no ano de cada. A divulgação das próprias atividades no exercício do mandato aparece sempre em primeiro. A compra de combustível e aluguel de veículo alternam entre segundo e terceiro maiores gastos – veja os valores aqui.
Gisela Simona (União Brasil) foi a única a não ultrapassar essa cifra, mas ficou próxima (R$ 395.968,21). Nelson Barbudo, outro deputado do PL (Partido Liberal), ficou em segundo lugar com R$ 492.471,62. Juarez Costa, do MDB, fecha o pódio com R$ 485.387,57.
Conforme os dados da Câmara dos Deputados, o pico de gastos da bancada de Mato Grosso ocorreu julho, mês em que eles passaram somente a metade dos 30 dias em atividade em Brasília. A soma dos gastos de todos eles atingiu R$ 399.591,32. Dezembro aparece com o menor gasto (R$74.687,94). Mas as despesas ainda estão em lançamento, a tendência é que ele fique no mesmo patamar do restante do ano.