A Câmara Municipal de Várzea Grande parece ter adotado uma posição no mínimo questionável diante de uma pauta que deveria ser tratada como prioridade absoluta. Pela quarta vez, a Mesa Diretora barra a votação de um projeto que destina quase R$ 7 milhões para a saúde — dinheiro que já existe, carimbado, esperando apenas vontade política para chegar à população.
Não se trata de um recurso hipotético ou de promessa vazia. São verbas de emendas parlamentares com destino certo: reforma de unidades, melhoria no Pronto-Socorro, compra de veículos, mutirões e até a construção de uma Casa de Parto. Em outras palavras, investimentos diretos em um sistema de saúde que, como o próprio líder da prefeita admitiu, está “na UTI”.
A justificativa de que o projeto ainda tramita em comissões pode até ser tecnicamente válida, mas soa cada vez mais frágil diante da repetição do bloqueio. Quando a burocracia vira obstáculo recorrente, deixa de ser procedimento e passa a ser escolha.
Enquanto isso, quem paga a conta é a população de Várzea Grande, que segue aguardando melhorias básicas enquanto a Câmara adia, mais uma vez, uma decisão que já deveria ter sido tomada.