A decisão do Fortaleza de voltar atrás e confirmar sua permanência na Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino frustrou os planos do Mixto, que aguardava uma convocação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para disputar, de forma inédita, a elite da modalidade em 2026. O clube cearense garantiu participação na competição por meio de uma parceria com o R4, projeto liderado por Ronaldo Angelim, investidor do futebol feminino no Ceará.
A mudança de posicionamento ocorre após o Fortaleza anunciar inicialmente o encerramento dos investimentos na modalidade. A sinalização de saída da elite nacional teve forte repercussão no futebol feminino brasileiro, gerando manifestações de entidades da modalidade e preocupação entre atletas, integrantes da comissão técnica e outros profissionais envolvidos. Diante do impacto negativo, o clube reavaliou o cenário e decidiu manter a equipe na principal divisão.
Antes da confirmação oficial do Fortaleza, o empresário Dorileo Leal, investidor da SAF do time alvinegro, utilizou um grupo oficial do clube para anunciar antecipadamente a participação do time alvinegro na Série A1. Na ocasião, ele afirmou que, com as desistências de Fortaleza e Real Brasília, Mixto e Vitória seriam chamados pela CBF para ocupar as vagas disponíveis.
No comunicado, Dorileo celebrou o que classificou como um momento histórico para o futebol feminino do Mixto e para o estado de Mato Grosso, projetando confrontos contra clubes tradicionais da modalidade, como Corinthians, Palmeiras, Flamengo, Santos, Grêmio, Internacional, Atlético Mineiro e Botafogo. O dirigente também informou que o elenco já contava com cerca de 20 atletas contratadas, com apresentação marcada para o dia 12 de janeiro.
Com a confirmação da permanência do Fortaleza na Série A1, o cenário mudou. Dessa forma, o Mixto não ocupará a vaga, que, pelos critérios esportivos, só seria destinada ao clube em caso de desistência oficial. Seguindo o mesmo regulamento, o Vitória deverá assumir a vaga deixada pelo Real Brasília, que abriu mão da competição por falta de patrocínio.
Até o momento, a CBF ainda não divulgou oficialmente a relação final de clubes participantes da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino.