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Família denuncia suposta agressão de CAD contra criança autista em escola de Brasnorte

A família de um menino de 9 anos, autista e com TDAH, denunciou uma suposta agressão dentro da Escola Municipal de Educação Básica Pastor José Genésio da Silva, em Brasnorte (MT). Segundo a mãe e a avó da criança, imagens das câmeras de segurança mostram o aluno sendo empurrado por uma servidora, que atuava como cuidadora dele, durante a aula.

O caso foi registrado na Polícia Civil e também levado ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

Ao Primeira Página, avó contou que o episódio teria ocorrido no dia 12 deste mês. A mãe, Paola Lorraine de Oliveira, contou que percebeu o filho chorando ao buscá-lo na escola e, ao perguntar o que havia acontecido, o menino disse que tinha sido empurrado pela profissional que o acompanhava.

No dia seguinte, ela procurou a direção e pediu acesso às câmeras de segurança. Conforme relato formalizado pela mãe na Promotoria de Justiça de Brasnorte, no dia 14, a gravação exibida pela escola mostraria o menino sentado em uma carteira, chorando e tentando tocar o braço da servidora.

Segundo a mãe, nesse momento, a profissional teria demonstrado irritação e empurrado a criança junto com a carteira.

A avó do aluno, Silvania de Oliveira, também afirma ter assistido às imagens. Segundo ela, a família já vinha sendo chamada com frequência pela escola por causa do comportamento do menino e havia solicitado mais suporte para ele durante as aulas.

A mãe também relatou que o filho vinha apresentando sofrimento relacionado ao ambiente escolar e que se sentia rejeitado pelos colegas. A família afirma ainda que questionava anteriormente a forma como ele vinha sendo tratado na unidade.

Caso foi levado ao Ministério Público e à polícia

No documento registrado na Promotoria, a mãe pediu providências e solicitou que as imagens fossem preservadas para a apuração do caso. O termo também registra que, até aquele momento, a direção havia permitido que ela assistisse às gravações, mas não havia disponibilizado uma cópia.

A denúncia também foi registrada na Delegacia de Polícia Civil de Brasnorte, por meio de boletim de ocorrência confeccionado no dia 14. No documento, a mãe relata que o filho teria sido empurrado e informa que procurou a polícia após ter acesso às imagens na escola.

Servidora foi afastada da sala de aula

O secretário municipal de Educação, Jonathan Ferreira de Melo, afirmou que tomou conhecimento do caso, após ser procurado pela direção da escola na sexta-feira seguinte ao episódio.

Segundo ele, após a mãe procurar a unidade, a direção verificou as câmeras de segurança e comunicou a Secretaria de Educação sobre a situação. No mesmo dia, o Ministério Público também teria solicitado informações sobre o caso.

O secretário afirmou que todas as imagens solicitadas foram encaminhadas ao Ministério Público e que a pasta está à disposição para prestar os esclarecimentos necessários.

Ainda segundo o secretário, a servidora envolvida no episódio foi afastada da sala de aula enquanto o caso é apurado.

“O caso vai ser analisado pelo Conselho Municipal de Educação para saber se houve realmente algum tipo de violência física contra a criança e a partir disso tomaremos as medidas cabíveis. Cabe ressaltar que todos os direitos da criança e da servidora estão sendo respeitados”, destacou o secretário.

A Secretaria de Educação informou que não compactua com qualquer forma de agressão, mas ressaltou que ainda será necessário esclarecer as circunstâncias registradas pelas câmeras antes de concluir se houve agressão.

O município afirmou ainda que deve aguardar os próximos encaminhamentos do Ministério Público e que o episódio será apurado.

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