Entidade pede avaliação dos efeitos sobre comércio, serviços e turismo e defende que jornadas sejam negociadas por sindicatos e empresas
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT) manifestou preocupação com os impactos econômicos do fim da escala 6×1. A proposta, aprovada em dois turnos pelo Senado nesta quarta-feira (14), reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso.
O presidente da entidade, Tião da Zaeli, afirmou que a mudança poderá aumentar os custos operacionais e obrigar empresas a reorganizar turnos, contratar novos funcionários ou ampliar a automatização. Segundo ele, essas adaptações podem afetar a competitividade e até provocar a redução de postos de trabalho.
“Alterações na jornada de trabalho podem exigir reorganização operacional, adequação de custos e mudanças na gestão de pessoal, com reflexos sobre a competitividade e a manutenção dos postos de trabalho”, declarou.
A Fecomércio-MT reconheceu a importância de melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida dos empregados, mas defendeu que uma mudança dessa dimensão seja acompanhada por estudos técnicos e por um debate mais amplo. A entidade considera que comércio, serviços e turismo estão entre os setores que podem sentir os maiores efeitos da nova regra.
A federação também defendeu a negociação coletiva entre sindicatos e empresas e criticou a votação da proposta durante o período eleitoral. Apesar das ressalvas do setor empresarial, o texto recebeu o apoio de toda a bancada de Mato Grosso no Congresso, formada pelos oito deputados federais e pelos três senadores.