Imagem: Lucas Figueiredo/CBF
Wislei Santos/Power Mix
Nova Mutum/MT
A Fifa informou, nesta quarta-feira (1º), que identificou 89 mil publicações abusivas nas redes sociais durante a fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. O número representa um aumento de 13 vezes em relação ao Mundial de 2022, disputado no Catar.
Os dados foram levantados pelo Serviço de Proteção às Redes Sociais (SMPS), que analisou mais de seis milhões de publicações e comentários relacionados à competição. Segundo a entidade, 11% das mensagens ofensivas continham conteúdo racista, índice superior ao registrado na edição anterior do torneio.
A Fifa informou que cerca de 225 mil publicações passaram por análise humana. Desse total, 89 mil foram classificadas como abusivas, enquanto aproximadamente 1.000 contas foram encaminhadas para investigação mais aprofundada.
Além disso, as ferramentas automáticas do sistema ocultaram cerca de 181 mil comentários de ódio nas contas oficiais das seleções participantes. Ao todo, mais de dois milhões de comentários foram moderados durante a fase de grupos, incluindo mensagens de spam, conteúdos ofensivos e publicações de contas automatizadas.
Segundo a entidade, o aumento no número de ataques também está relacionado ao novo formato da Copa do Mundo, que passou de 32 para 48 seleções, ampliando o volume de conteúdo monitorado.
A Fifa informou ainda que mais de 100 casos já foram encaminhados às autoridades policiais por apresentarem elementos suficientes para eventual responsabilização criminal dos autores.
Entre os episódios registrados estão ataques racistas direcionados aos jogadores holandeses Justin Kluivert, Quinten Timber e Crysencio Summerville, que passaram a ser alvo de ofensas após desperdiçarem cobranças de pênalti na derrota da Holanda para o Marrocos.
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