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Gasoduto marca novo ciclo industrial e energético em Mato Grosso, destaca Fábio Garcia

Durante a cerimônia que celebrou a chegada do gás natural ao Distrito Industrial de Cuiabá, o secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Fábio Garcia, destacou o valor simbólico e prático da obra, afirmando que o momento representa o fim de um ciclo de incertezas e o início de uma nova etapa de desenvolvimento para o estado.

Fábio Garcia parabenizou o governador Mauro Mendes pela condução firme do processo e agradeceu à senadora Margareth Buzetti e à diretoria da MT Gás, especialmente ao presidente Aécio Rodrigues, pelo empenho e competência em viabilizar uma conquista histórica. “O que estamos vendo hoje é a realização de um sonho que atravessou décadas e passou por muitos desafios. Agora é real: o gás natural chegou para ficar e vai transformar a matriz energética da nossa indústria”, afirmou.

Em sua fala, o secretário relembrou que o projeto de trazer  gás natural ao estado tem raízes na década de 1990, quando o então governador Dante de Oliveira, diante do isolamento energético de Mato Grosso, liderou um plano ousado para trazer o gás da Bolívia até Cuiabá. Na época, o estado não era conectado ao sistema elétrico nacional e sofria com racionamentos e apagões. “A solução encontrada foi corajosa e estratégica: construir um gasoduto de mais de 700 quilômetros e erguer uma das maiores termoelétricas do país, a Governador Mário Covas”, pontuou  Garcia.

Fábio Garcia também destacou a participação de seu pai, Roberto Garcia, então diretor da Eletronorte, na elaboração do projeto e assinatura de contratos que viabilizaram o investimento bilionário feito por uma empresa americana. O fornecimento de gás sustentou a operação da termoelétrica durante anos, mas o sonho de expandir o uso para a indústria local foi interrompido pela nacionalização do setor de petróleo e gás na Bolívia, que resultou no rompimento dos contratos.

“Durante muito tempo esse sonho virou um pesadelo. Foram promessas não cumpridas, contratos suspensos, incertezas técnicas e jurídicas. As pessoas deixaram de acreditar”, disse o secretário, enfatizando que o cenário começou a mudar com a atuação firme e responsável do governo estadual.

A virada, segundo ele, se deu com a assinatura do primeiro contrato de fornecimento firme de gás natural pelo Estado de Mato Grosso, que obriga a Bolívia a entregar e o Estado a comprar, sob penalidade em caso de descumprimento. “Essa é a diferença. O contrato é sólido, com garantias, e reflete a credibilidade do governo Mauro Mendes, que tem a capacidade de assumir compromissos e, mais importante, de honrá-los”, afirmou.

Para Fábio Garcia, a chegada do gás natural de forma permanente e regular representa um divisor de águas para a economia de Mato Grosso. “Esse insumo vai tornar nossas indústrias mais competitivas, com uma fonte energética mais barata, limpa e eficiente. É um passo decisivo para impulsionar a industrialização em Cuiabá, Várzea Grande e em todo o estado”, declarou.

O secretário concluiu sua fala incentivando o setor produtivo a acreditar no novo momento. “Agora, com o gás assegurado, cabe aos nossos empresários aproveitarem essa oportunidade para expandir, gerar empregos e desenvolver ainda mais Mato Grosso. O futuro chegou, e ele passa pelo gasoduto”, finalizou.

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