O governador Mauro Mendes disse que vê um viés eleitoreiro na disputa comercial entre o Brasil e os Estados Unidos, por parte do presidente Lula. Ele afirmou que países com maior força econômica negociaram a reversão da taxação imposta pelo presidente Donald Trump, e o Brasil ainda não teria agido por uma solução.
“A China, o segundo maior PIB do planeta, recuou e negociou; a Europa, um grande bloco econômico, recuou e negociou. Cabe ao governo brasileiro, eleito para isso, negociar. Que defenda o nosso país e que não fique olhando essa fumaça momentânea, achando que está tirando proveito eleitoral, olhando para 2026”, disse.
A cobrança da taxa de 50% sobre as exportações brasileiras, anunciada há duas semanas por Trump, deve entrar em vigor na sexta-feira 1º de agosto. Desde então, tem repercutido majoritariamente no país as ações do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que têm sido relacionadas à estratégia comercial dos EUA.
Políticos de direita em Mato Grosso, por exemplo, estão concentrados no que chamam de “perseguição política” Bolsonaro e defendem a estratégia do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) de insuflar esse viés da situação. O parlamentar criticou também as tentativas de coordenar uma negociação.
Mauro já disse, no começo da disputa, que o ato do presidente Trump seria “desarrazoado” e tinha viés ideológico pela citação a Bolsonaro como motivo para impor a taxa à exportação. Na ocasião, ele afirmou ainda que o governo brasileiro deveria acalmar os ânimos por não ter o mesmo calibre econômico.