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Honestino nos cinemas, Gagliasso diz que não conhecia líder estudantil

Honestino Guimarães, estudante desaparecido aos 26 anos após ser detido, tornou-se um dos principais símbolos da defesa da democracia durante a ditadura militar. A trajetória do militante é retratada no filme Honestino, que chega aos cinemas nesta quinta-feira (13/8). Bruno Gagliasso, protagonista da produção, revelou que não conhecia a história do líder estudantil antes de receber o convite para o papel.

Dirigido por Aurélio Micheles, que conheceu Honestino e também foi reprimido durante a ditadura, o longa reúne relatos de amigos e familiares do desaparecido político. Para Bruno, interpretar o personagem representou um compromisso que vai além da atuação.

“Eu não conhecia o Honestino, é uma vergonha. Eu quero que meus filhos saibam quem foi Honestino Guimarães, eu quero que eles tenham orgulho das minhas escolhas profissionais. Eu quero que esse filme chegue a maior parte do Brasil, se possível do mundo”, disse o ator em coletiva de imprensa.

A produção mistura documentário e ficção. Entre os depoimentos de pessoas próximas a Honestino, estão cenas dramatizadas por Bruno Gagliasso, gravadas em diferentes locações, como a Universidade de Brasília (UnB), de onde o líder estudantil foi expulso em 1968 após se tornar uma das principais lideranças do movimento estudantil na capital.

A ausência de imagens em vídeo de Honestino tornou a composição do personagem um desafio para o ator. Ainda assim, ele afirmou ter mergulhado no papel de “peito aberto”. O resultado emocionou pessoas que conviveram com o militante.

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do Metrópoles Entretenimento

“O que mais me emocionou nessa história inteira foi ouvir da ex-esposa dele como eu estava parecido com ele e andando como ele. E ela falou: ‘Mas você viu imagens?’. Eu falei: ‘Não, como você, eu também não vi’”, relatou. “Eu acho que é muito mais sobre composição como ator, acho que é como ser humano.”

Honestino foi preso cinco vezes por causa da atuação política. Na última delas, em 1973, foi detido pelo Centro de Informações da Marinha e nunca mais foi visto. Mais de quatro décadas depois, o desaparecimento do líder estudantil segue sem uma conclusão definitiva.

A Comissão Nacional da Verdade aponta que Honestino foi preso por agentes do Estado, mas não conseguiu esclarecer as circunstâncias da detenção nem a causa da morte. O corpo do estudante nunca foi encontrado. Em 2024, a UnB concedeu um diploma póstumo em homenagem ao ex-aluno.

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