Dois investigados por gravar ameaças contra moradores da Aldeia Sassoró, em Tacuru, no sul de Mato Grosso do Sul após a divulgação do resultado eleitoral, confirmaram à polícia a autoria das mensagens, mas alegaram que estavam sob efeito de álcool e negaram intenção de cumprir as intimidações. Uma das gravações mencionava a possibilidade de envenenamento.
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Segundo Humberto Freire, Diretor da Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal, os suspeitos alegaram durante depoimento que não possuíam capacidade real para executar o que disseram e justificaram o ocorrido como consequência do consumo de álcool.
“Já foram ouvidas essas pessoas, confirmaram a prática dos áudios, mas reafirmaram que foi questão de de bebedeira e de uma questão ali de aquecimento da questão política logo após o resultado da eleição, mas que não tinha intuito de materializar a ameaça”.
Humberto Freire, Diretor da Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal
Em depoimento à polícia, os dois investigados confirmaram a autoria das gravações com ameaças. Eles alegaram que as mensagens foram feitas após o consumo excessivo de álcool e em meio à tensão política provocada pela divulgação do resultado eleitoral. Ambos afirmaram que não tinham intenção de concretizar as intimidações.
Uma das gravações mencionava a possibilidade de envenenamento. Questionados sobre o conteúdo, os investigados classificaram a declaração como uma “besteira dita” e uma “palavra mal colocada”.
“As informações preliminares é de que eles sequer teriam realmente como materializar aquelas ameaças. Então agora quando eles dizem isso, uma das ameaças seria em relação a envenenamento, eles chegaram a relacionar, dizer que seria uma brincadeira, o que eles falaram em relação na hora que eles gravaram essas mensagens”.
Humberto Freire, Diretor da Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal
Segundo informações preliminares da investigação, os suspeitos não teriam condições materiais ou capacidade de executar as ameaças.
Providências
Após o ocorrido, a Força Nacional começou a fazer patrulhamento em três comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul.
Além disso, a Prefeitura de Tacuru afastou dois funcionários por envolvimento nas ameaças. Conforme apurado pela reportagem, um deles atuava como motorista e o outro na coleta de resíduos do município. Os dois devem responder a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).