A chegada de Léo Bortolin (MDB) à Assembleia Legislativa de Mato Grosso já começa cercada de questionamentos. Recém-chegado à Casa e único deputado novato da bancada do MDB, Léo teria conseguido ocupar justamente um dos gabinetes mais cobiçados do Legislativo: o espaço que anteriormente pertencia à deputada Janaína Riva.
O que chama ainda mais atenção é que, nessa disputa por espaço, Léo teria passado na frente não apenas de outros parlamentares que também estão chegando, mas até de deputados que já estão há anos na Assembleia e que poderiam, naturalmente, ter interesse no gabinete.
O espaço tem peso político e simbólico. Antes de Janaína Riva, foi ocupado por seu pai, José Riva, um dos nomes mais influentes da história recente do Legislativo mato-grossense.
A crítica, portanto, não está simplesmente na escolha de um gabinete melhor. Um deputado tem, evidentemente, direito a buscar boas condições de trabalho. O questionamento é o critério utilizado para colocar um parlamentar que está chegando agora à frente de quem já construiu uma trajetória de anos dentro da Assembleia.
Para alguns observadores, a cena transmite uma mensagem pouco simpática: Léo chegou agora, mas já teria furado a fila dos veteranos.
No Legislativo, espaço físico é importante, mas respeito e prestígio são conquistados com tempo, trabalho e resultados.
Se até deputados com anos de Assembleia ficaram para trás nessa escolha, fica a pergunta: qual foi o critério que colocou o novato na frente dos veteranos?
Fonte: Política MT