O Mixto denunciou na tarde desta sexta-feira (16) abordagens indevidas e suposto assédio a jogadoras de suas categorias de base do futebol feminino, atribuindo os episódios a treinadores do Ação e do Atlético Mato-grossense. O caso veio à tona às vésperas do Campeonato Estadual Sub-17 Feminino e envolve atletas que, segundo o clube, integram seu projeto desde o início de 2026.
De acordo com o Mixto, as jogadoras fazem parte de um trabalho de formação criado para disputar os campeonatos estaduais nas categorias Sub-15, Sub-17 e Sub-20. O clube afirma que investiu na preparação das atletas e que várias delas já estavam registradas em seu nome no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) quando teriam sido procuradas por profissionais das equipes adversárias.
A principal reclamação do Alvinegro é que as abordagens teriam ocorrido enquanto as jogadoras estavam vinculadas ao projeto do clube. Para o Mixto, a situação ultrapassa uma disputa comum por talentos e levanta questionamentos sobre a ética na formação de atletas e o respeito aos vínculos esportivos.
Diante das denúncias, o clube notificou extrajudicialmente as presidências do Ação e do Atlético Mato-grossense e comunicou o Tribunal de Justiça Desportiva de Mato Grosso (TJD-MT) e a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF). O objetivo é chamar a atenção para os procedimentos de registro, liberação e transferência das jogadoras e solicitar a apuração de possíveis irregularidades.
O Mixto também estuda encaminhar o caso à CBF, já que, segundo a nota, os treinadores citados possuem certificação da entidade. O clube ressalta que os presidentes das duas agremiações podem não ter conhecimento das condutas atribuídas aos profissionais.