Uma mulher de 21 anos denunciou ter sido agredida na cabeça durante uma abordagem policial em uma distribuidora de bebidas, em Rosário Oeste (MT), nesse domingo (24). O caso repercutiu nas redes sociais após vídeos mostrarem a revolta de testemunhas durante a confusão.
A Polícia Militar informou que foi até o local após investigadores da Polícia Civil informarem que monitoravam um homem suspeito de portar arma de fogo no local. Ao chegarem na distribuidora, os policiais encontraram várias pessoas consumindo bebidas alcoólicas e os envolvidos bastante alterados.
Segundo o registro policial, foram encontradas porções de cocaína perto dos homens abordados. Os suspeitos negaram ser donos da droga.
Vídeos mostram revolta durante abordagem
Nas imagens gravadas por pessoas que estavam na distribuidora, testemunhas acusam um policial civil, conhecido pelo apelido de “PC”, de ter agredido frequentadores com coronhadas. “Olha o que fez na menina”, afirma uma pessoa durante uma das gravações.
As imagens também mostram pessoas exaltadas acusando o policial de estar alterado no momento da abordagem.
Mulher foi transferida para Cuiabá
Ainda conforme o boletim de ocorrência, a jovem relatou ter sofrido uma lesão na cabeça durante a ação da Polícia Civil. Ela foi encaminhada ao Pronto-Socorro Municipal para atendimento médico.
Segundo as testemunhas disseram à polícia, a vítima foi transferida para Cuiabá, onde levou pontos na cabeça devido ao ferimento.
Já um dos homens abordados afirmou aos policiais que sofreu uma lesão em um dos dedos durante a confusão.
Boletim cita tornozeleira
O boletim da Polícia Militar também aponta que a mulher utilizava tornozeleira eletrônica e estaria fora do horário permitido pela medida cautelar imposta pela Justiça.
Além disso, o documento informa que ela estava em um estabelecimento de venda de bebidas alcoólicas, o que também configuraria descumprimento das condições determinadas judicialmente.
Os envolvidos foram encaminhados para a delegacia da Polícia Civil para as providências cabíveis. Até o momento, não houve manifestação oficial da corporação sobre a denúncia de agressão ou possível afastamento do policial citado pelas testemunhas.
Ao Primeira Página, a Polícia Civil informou que não foi aberta investigação contra o policial citado e que houve a necessidade do uso de força devido à resistência da mulher, que estava circulando fora do horário permitido.
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