O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, cobrou maior participação do Governo Federal no combate ao crime organizado, defendeu que facções criminosas sejam tratadas como terroristas e confirmou novas mudanças no primeiro escalão do Executivo estadual.
As declarações foram feitas durante um evento político em Cuiabá, na terça-feira (13), quando a antiga Casa 10, utilizada na campanha estadual, foi transformada em Casa 22, espaço de mobilização em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
Ao abordar a segurança pública, Pivetta destacou os desafios enfrentados por Mato Grosso devido à fronteira de aproximadamente 900 quilômetros com a Bolívia. Segundo ele, o Estado precisa de maior apoio das forças federais para combater o tráfico de drogas e as organizações criminosas que atuam na região.
O governador também classificou como terrorista o ataque à residência de um vereador em Rondonópolis e defendeu maior rigor no enfrentamento às facções. O eventual enquadramento dessas organizações como terroristas, porém, depende dos critérios previstos na legislação brasileira.
Pivetta ainda comentou a proposta de acabar com a escala de trabalho 6×1. Embora tenha reafirmado apoio a Flávio Bolsonaro, criticou o que considera medidas populistas e defendeu a liberdade econômica e a negociação entre trabalhadores e empregadores.
Na área administrativa, o governador confirmou que haverá outras mudanças no secretariado, além da indicação de Eduardo Manciolli para a Casa Civil. Ele não antecipou quais pastas serão alteradas nem divulgou novos nomes.
Durante o evento, Pivetta também estabeleceu a meta de ampliar para 75% a votação de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso no segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.
Fonte: JBNews