O governador reeleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), iniciou os estudos para uma reforma administrativa com foco na redução de despesas, revisão de contratos e enxugamento da estrutura do Estado. Após a conclusão do diagnóstico, a previsão é encaminhar à Assembleia Legislativa um projeto de lei com as mudanças propostas.
Em uma iniciativa anunciada nas redes sociais, Pivetta convocou os próprios servidores públicos a apresentar sugestões para reduzir custos, melhorar os serviços e valorizar o funcionalismo. O governador publicou um vídeo em que pede a participação dos trabalhadores na discussão sobre o funcionamento da administração estadual.
“Nós queremos melhorar os serviços públicos, queremos melhorar as obras públicas, queremos diminuir o custo do Estado sobre o nosso povo. Um Estado mais leve, mais eficiente, com a sua participação”, afirmou.
Segundo o governador, todas as secretarias e áreas da administração estadual poderão passar por mudanças. Entre as medidas em análise estão a redução de estruturas administrativas, despesas e cargos, especialmente os comissionados.
O tamanho dos cortes ainda não foi definido e dependerá das conclusões do levantamento, que deverá examinar as contas e o funcionamento da máquina pública para identificar possibilidades de economia.
Rogério Gallo deverá coordenar estudos
O trabalho deverá ser conduzido pelo ex-secretário de Estado de Fazenda Rogério Gallo, que também participou da coordenação da campanha de Pivetta. A missão será elaborar um diagnóstico da estrutura administrativa e apontar áreas em que seja possível reduzir despesas sem comprometer os serviços públicos.
Pivetta defende que o enxugamento da máquina pública contribua para manter a capacidade de investimento do Estado e ampliar a eficiência da administração.
“É isso que nós buscamos: um Estado eficiente, que custe menos e que promova o interesse do cidadão acima de tudo”, disse.
Estado projeta R$ 9 bilhões em caixa
Pivetta deverá iniciar o novo mandato, em janeiro de 2027, com uma disponibilidade financeira bruta projetada em aproximadamente R$ 9 bilhões para o encerramento de 2026, conforme estimativa da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz).
Para 2027, o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA), ainda em tramitação na Assembleia Legislativa, prevê um orçamento de R$ 46,1 bilhões. Desse total, R$ 5,6 bilhões estão destinados a investimentos.
A disponibilidade financeira, porém, não significa que todo o dinheiro em caixa esteja livre para novas despesas. Parte dos recursos possui destinação específica, enquanto gastos com salários, contratos e manutenção dos serviços públicos comprometem uma parcela significativa do orçamento.
Industrialização e geração de renda
Além da revisão administrativa, a próxima etapa da gestão terá como desafios ampliar a industrialização, gerar empregos com salários mais altos e preparar Mato Grosso para a redução de receitas prevista com a reforma tributária.
A estratégia do governo é conciliar o controle das despesas com a manutenção dos investimentos e a melhoria dos serviços oferecidos à população. O diagnóstico da máquina pública deverá orientar as decisões sobre a estrutura administrativa e eventuais mudanças na distribuição dos recursos estaduais.
Fonte: Noticias Max