O Site Esportes & Notícias entrevistou com exclusividade o presidente do Campo Novo, Alexsandro de Melo Silva, que se pronunciou pela primeira vez sobre a denúncia que será julgada pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol de Mato Grosso (TJD-MT).
O dirigente afirmou que o clube não tem qualquer participação em supostos esquemas de manipulação de resultados e disse estar tranquilo para o julgamento marcado para a próxima terça-feira (21), na sede da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), em Cuiabá. Durante a entrevista, Alexsandro de Melo Silva reconheceu que jogadores ligados ao elenco foram alvo de suspeitas de envolvimento em um possível esquema de manipulação de resultados e afirmou que a diretoria tomou providências assim que recebeu as informações.
Segundo ele, um atleta do próprio grupo comunicou que outro jogador teria recebido uma proposta para entregar uma partida da Segunda Divisão do Campeonato Mato-grossense de 2026. O presidente afirmou que, diante da denúncia, decidiu retirar imediatamente o atleta da equipe e sustentou que o clube não compactua com qualquer prática relacionada a apostas esportivas ou manipulação de resultados. O caso integra a investigação conduzida pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol de Mato Grosso (TJD-MT), que apura as circunstâncias dos fatos e as responsabilidades dos envolvidos.
“Quando a gente descobre que existe qualquer interferência ou suspeita de manipulação, a gente tira o atleta do jogo. Foi exatamente o que eu fiz”, afirmou.
O presidente ressaltou que jogadores chegam ao clube por meio de empresários e que a diretoria não tem como controlar as atitudes dos atletas fora das quatro linhas. “Eu não fico 24 horas com o jogador. Não tenho controle sobre o que ele pensa ou sobre qualquer acordo que faça com terceiros. Nosso trabalho é ético, moral e profissional.”
Apesar da defesa apresentada pelo dirigente, o caso segue sob investigação da Justiça Desportiva. Alexsandro foi denunciado com base nos artigos 242 e 243-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que tratam de condutas contrárias à ética esportiva e de manipulação de resultados.
Segundo informações divulgadas anteriormente, a denúncia teria surgido após um atleta ligado ao Campo Novo relatar que foi coagido a entregar uma partida da Segunda Divisão do Campeonato Mato-grossense de 2026. As acusações ainda serão analisadas pelo TJD-MT, e não há decisão definitiva sobre o caso.
Na entrevista, o presidente voltou a negar qualquer participação nos fatos. “Nem eu, nem o Campo Novo temos qualquer envolvimento com esquema de apostas ou manipulação de resultados. Vamos ao julgamento de cabeça erguida para defender a verdade.”
Caso seja condenado, as penalidades previstas no CBJD podem incluir multa, suspensão e até banimento do esporte, dependendo da conclusão do Tribunal. Até o momento, o processo segue em fase de julgamento, e o dirigente continua negando todas as acusações.