A menos de um mês da ida às urnas, a garantia de um pleito 100% soberano e livre de pressões externas virou centro de uma mobilização nacional. A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) emitiram um alerta público contra qualquer tentativa de interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral do Brasil.
O posicionamento reforça um diagnóstico recente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que já havia apontado o risco real de escalada de pressão e influência norte-americana na disputa deste ano.
Defesa da soberania e do voto livre
Para as entidades representativas da ciência, qualquer ação promovida por forças estrangeiras coloca em xeque a autonomia do cidadão e o funcionamento das instituições democráticas do país:
- Livre escolha: o manifesto defende que a formação de vontade dos eleitores deve ocorrer sem pressões geopolíticas ou desinformação orquestrada fora do país.
- Mobilização geral: a comunidade científica convocou os poderes da República e a sociedade civil para atuar no monitoramento e na proteção das regras do jogo democrático.
- Apelo internacional: ABC e SBPC apoiaram formalmente uma iniciativa do Instituto Vladimir Herzog junto à Organização das Nações Unidas (ONU) pedindo o reconhecimento rápido e incondicional do resultado das urnas logo após a apuração.
O que está em jogo no pleito
A preocupação das autoridades e órgãos de controle se intensifica à medida que a data de votação se aproxima.
No dia 4 de outubro, milhões de brasileiros irão às urnas para escolher os novos ocupantes dos cargos de deputado estadual (ou distrital), deputado federal, senador, governador e presidente da República. A lisura do processo é vista como essencial para garantir a estabilidade do país nos próximos quatro anos.
*Sob supervisão de Gene Lannes
Fonte: Agência Brasil