O vereador Feitoza (PSB) fez graves denúncias sobre restrições ao seu trabalho de fiscalização na área da saúde em Várzea Grande. De acordo com o parlamentar, uma liminar está impedindo sua entrada nas unidades de saúde do município sem a devida autorização. Feitoza afirmou que sua função é essencial para garantir a transparência na gestão pública e a qualidade no atendimento à população.
“Respeito a decisão judicial, mas sempre trabalhei na área da saúde e recebo muitos chamados e denúncias. Hoje, estou impedido de ir nas unidades sem autorização. Lá, diagnosticava erros graves e problemas que não podem ser ignorados. Isso compromete a transparência e o acompanhamento dos serviços prestados”, relatou o vereador durante entrevista ao Jornal O Mato Grosso.
O impedimento, segundo Feitoza, surgiu após o Conselho Regional de Medicina (CRM) entrar com a liminar que restringe sua atuação. Para ele, a medida é injusta, uma vez que a fiscalização do CRM também tem sido falha, especialmente em relação ao Pronto-Socorro de Várzea Grande, que já está sem responsável técnico há mais de três anos.
“Quem entrou com essa ação foi o CRM, que não tem feito seu trabalho de fiscalização. O Pronto-Socorro está há mais de três anos sem responsável técnico, e onde estava o CRM nesse período?”, questionou Feitoza, ressaltando que enquanto ele, como vereador, é barrado, uma instituição que deveria fiscalizar, também falha em suas obrigações.
Além disso, o vereador criticou a gestão municipal, destacando a falta de respostas do Executivo a requerimentos votados pela Câmara e a escassez de ações concretas na área da saúde.
“Vários requerimentos aprovados aqui não têm resposta. A gestão é obscura, e quem sofre é a população de Várzea Grande, com dinheiro sendo gasto sem ações efetivas. O povo paga o preço, enquanto a saúde pública continua a piorar”, afirmou Feitoza.
Ele ainda defendeu a necessidade de investimentos no Pronto-Socorro e em outras unidades de saúde para melhorar as condições de atendimento e garantir melhores condições de trabalho para os profissionais da saúde.
“Estamos buscando recursos para a reforma do Pronto-Socorro, porque é fundamental melhorar a qualidade no atendimento e oferecer melhores condições para os profissionais”, concluiu o vereador.
Feitoza afirmou que seus advogados já estão trabalhando para derrubar a liminar e retomar seu direito de fiscalizar a saúde pública, com o objetivo de melhorar a situação para a população de Várzea Grande.